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Quatro sinais de que o pior da crise no Pantanal ficou para trás

A chegada da temporada de chuvas representou um alívio enorme

Por Da Redação Atualizado em 19 nov 2020, 20h52 - Publicado em 20 nov 2020, 06h00

– Chuvas
Após meses de seca e queimadas que já devastaram mais de 4 milhões de hectares no pior desastre ambiental das últimas décadas na região, a chegada da temporada de chuvas representou um alívio enorme. De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o bioma registrou cinquenta focos de incêndio críticos ao longo de novembro, bem menos do que foi detectado nos meses anteriores. Para se ter uma ideia, em setembro, no auge da crise, o número foi de 6 553. A percepção é de que agora o pior já passou e alguns incêndios têm ocorrido por eventos isolados, como a incidência de raios.

– Flora e fauna
O bom volume de chuvas nas últimas semanas produziu um impacto positivo, já visível no meio ambiente. A vegetação voltou a crescer e os animais começaram a retornar aos seus hábitats em alguns lugares. Mas vai levar ainda um bom tempo para os rastros da destruição recente sumirem de lá. De acordo com alguns especialistas, a recuperação completa do bioma pode demorar décadas.

– Turismo
Hotéis e pousadas voltaram a receber um número considerável de hóspedes. Em alguns estabelecimentos, como o Hotel Sesc Porto Cercado, em Poconé, no interior de Mato Grosso, já estão esgotadas as reservas para o Natal e o Ano-Novo.

– Pecuária
A escassez de água e o pasto queimado estiveram entre os principais desafios na luta pela sobrevivência do gado no auge dos problemas. Para amenizar os prejuízos, o governo de Mato Grosso liberou 160 milhões de reais para o setor. A ajuda financeira pode chegar a 440 milhões de reais até o fim do ano dentro desse plano emergencial.

Publicado em VEJA de 25 de novembro de 2020, edição nº 2714

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