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Quatro cães que viraram heróis ao participar de missões de resgate

Os animais que ajudaram em tragédias no Brasil e no mundo, de Brumadinho ao 11 de Setembro

Por Da Redação - Atualizado em 1 nov 2019, 09h47 - Publicado em 1 nov 2019, 06h00

• Thor

O border collie Thor, de 5 anos e 2 meses, era considerado uma referência nacional na localização de pessoas desaparecidas. Além de ter participado do resgate das vítimas do rompimento de uma barragem da Samarco em Mariana (MG) e do desabamento de edificações no bairro Mantiqueira, em Belo Horizonte, ele foi decisivo na busca de corpos na tragédia de Brumadinho, em janeiro deste ano. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais considerava o cão um bombeiro militar, e não um animal qualquer. Thor morreu no último sábado, 26, após um quadro de pancreatite.

• Barry

O são-bernardo Barry trabalhou em resgates na Suíça e na Itália. Calcula-se que tenha ajudado a salvar mais de quarenta pessoas durante sua vida. Seu resgate mais famoso foi o de uma criança em uma caverna de gelo. Barry encontrou o garoto dormindo, lambeu seu corpo até aquecê-lo por inteiro e carregou-o nas costas até o hospital. Aos 12 anos, o cão se aposentou em Berna, na Suíça, e, após sua morte, seu corpo foi transferido para o Museu de História Natural da cidade. Em sua homenagem, foi construído um monumento no Cimetière des Chiens, próximo a Paris, na França.

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• Roselle

A labradora Roselle, cão-guia do vendedor Michael Hingson, auxiliou seu dono e outras trinta pessoas a descer 1 463 degraus da Torre 1 do World Trade Center durante os atos terroristas de 11 de setembro de 2001. Hingson conta que a cadela permaneceu focada durante todo o trajeto, mesmo com detritos caindo ao seu redor. Roselle morreu dez anos depois do ataque de uma úlcera no estômago. Em sua memória, seu dono escreveu um livro sobre a experiência de ter sobrevivido ao atentado às Torres Gêmeas e fundou a organização de caridade Roselle’s Dream Foundation.

• Balto

Balto foi um husky siberiano que, em 1925, liderou sua equipe no transporte do soro que salvaria a cidade quase remota de Nome, no Alasca, de um surto mortal de difteria. Os moradores precisavam desesperadamente do remédio e, por causa de uma nevasca, a única maneira de levar o medicamento às pessoas era por trenó. A equipe de Balto foi a única a entregar o soro, o que livrou a população da morte. O cão tornou-se herói nacional e uma estátua em sua homenagem foi erguida no Central Park, em Nova York. Inspirada nessa história, a Universal Pictures produziu o filme Balto, de 1995.

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Publicado em VEJA de 6 de novembro de 2019, edição nº 2659

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