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O destino de cinco ícones da Lava-jato

O tríplex do Guarujá foi finalmente arrematado em leilão, depois de ficar dois meses encalhado

Por Da Redação - 15 jun 2018, 06h00

– Antiquarius
O tradicional restaurante português, o preferido do ex-governador Sérgio Cabral e de sua trupe, fechou as portas no Leblon no último dia 7 por falta de clientela e excesso de dívidas.

– Lamborghini de Eike Batista
Comprado por 2,2 milhões de reais, o modelo Aventador decorava a sala do ex-bilionário, que chegou a ter 30 bilhões de dólares. Em 2017, o carro foi apreendido como parte do acerto de contas de Eike com a Justiça, mas continua guardado na residência do empresário e não pode ser usado nem vendido.

– Posto da Torre
O posto de combustíveis do doleiro Carlos Chater, marco zero da Lava-Jato, acumula mais de 8 milhões de reais em dívidas com a União — quase o mesmo valor da propina operada por seu dono, de 10,8 milhões de reais, segundo o Ministério Público. Hoje em regime aberto, Chater continua administrando o estabelecimento.

– Casa de Mangaratiba
A casa de praia que a família Cabral mantinha no litoral fluminense quase foi a leilão, porém a defesa do ex-governador do Rio conseguiu impedir a venda. A Justiça aceitou que o imóvel seja alugado, mas determinou que se deposite em juízo todo o valor recebido.

– Tríplex do Guarujá
Depois de dois meses encalhada, a cobertura foi arrematada nos últimos cinco minutos do leilão, no início de maio, pelo empresário brasiliense Fernando Costa Gontijo. Ele justificou os 2,2 milhões de reais desembolsados no negócio invocando o “caráter histórico” do imóvel.

Publicado em VEJA de 20 de junho de 2018, edição nº 2587

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