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Da recessão ao pibinho

A retomada lenta mantém o desemprego nas alturas

Não foi um “pibão”, mas a economia brasileira, pela primeira vez desde 2014, voltou a registrar um ano de crescimento. Segundo o IBGE, o produto interno bruto (PIB) — a soma de todas as mercadorias e serviços produzidos pelo país — obteve um avanço de 1% em 2017, puxado pela agricultura, que teve alta de 13%. Em uma comparação com 45 países, o Brasil ficou na lanterninha: obteve o pior desempenho, de acordo com a consultoria Austing Rating. Ainda assim, foi um resultado positivo, após dois tombos seguidos de 3,5% nos anos anteriores. Para 2018, espera-se um número mais robusto, ao redor de 3%. Trata-se de um ritmo mais próximo da média mundial, embora ainda fraco, levando-­se em consideração o atraso brasileiro em relação ao avanço de outros países.

Um sintoma de que o crescimento não anda lá nenhuma maravilha pode ser visto no mercado de trabalho. Com o encerramento dos contratos temporários de fim de ano, a taxa de desemprego voltou a subir em janeiro. Existem 12,7 milhões de pessoas à procura de ocupação no país, ou 12,2% dos trabalhadores. Pelas projeções dos analistas, a taxa de desemprego continuará acima de 10% pelos próximos dois anos. Antes da recessão, essa taxa oscilava abaixo de 7%. Para o Brasil voltar à situação de dois anos atrás, 6 milhões de vagas terão de ser criadas — algo que, pelo ritmo atual de crescimento do PIB, levará pelo menos três anos.

Publicado em VEJA de 7 de março de 2018, edição nº 2572

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