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5 regras de segurança originadas do mistério do avião da Malaysia

No relatório em que diz ser “inconcebível” a falta de resposta para a queda do avião, órgão investigador lista normas para evitar acidentes

Por Da Redação - 6 out 2017, 06h00

Detecção automática de perigo no ar

Os modelos de avião desenvolvidos para voar de 2021 em diante serão obrigados a dispor de tecnologia para detectar situações de perigo no ar — como más condições climáticas — e terão de enviar de maneira automática à torre informações sobre sua localização. Até o acidente com o avião da Malaysia, o uso dessas tecnologias não era obrigatório.

Monitoramento a cada quinze minutos

Operadores da torre de controle deverão monitorar a posição das aeronaves a cada quinze minutos, metade do tempo observado hoje. Em caso de queda, informações mais atualizadas dos controladores permitirão restringir as áreas de busca.

Monitoramento a cada minuto em caso de emergência

Todas as aeronaves terão de ser equipadas, até 2021, com dispositivos de rastreamento autônomo capazes de transmitir informações de localização a cada minuto quando houver situação de emergência que exija, por exemplo, pouso forçado. Até o acidente da Malaysia, o dispositivo de envio automático não era obrigatório, mas disparado por iniciativa do piloto.

Transmissão de dados e voz em tempo real

Os aviões deverão ter aparelhos com capacidade de gravar dados e voz para ser transmitidos em tempo real à torre de controle. Em caso de queda, o equipamento tem de ser ejetado no ar e boiar, para facilitar a localização da aeronave. Hoje, essa tecnologia está disponível apenas para forças militares.

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Aumento do tempo de gravação na cabine de comando

As gravações de voz na cabine de comando terão duração de até 25 horas, para que cubram desde a preparação para a decolagem até o período pós-pouso. Hoje, o máximo exigido é de duas horas.

Publicado em VEJA de 11 de outubro de 2017, edição nº 2551

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