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“Aquela ali é a Terra”

Aos 86 anos, morre o astronauta Alan Bean, um dos doze homens que já pisaram na Lua

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jun 2018, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 17h03
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Alan Bean pode não ter feito história com a grandeza indelével de seus colegas Neil Armstrong (1930-2012) e ­Buzz Aldrin (com 88 anos), os primeiros a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, ao saírem da Apollo 11. Contudo, o mérito de Bean e de seus companheiros da Apollo 12 foi igualmente fundamental para o progresso da exploração espacial. Quatro meses depois da histórica realização de Armstrong e Aldrin, Charles “Pete” Conrad (1930-1999) e Bean voltaram ao satélite natural. Assim, tornaram-se, respectivamente, o terceiro e o quarto seres humanos a pisar num corpo celestial fora de nosso planeta. A conhecidíssima missão da Apollo 11 provou que seria possível alcançar o feito. A Apollo 12 comprovou que a civilização conseguiria fazer tal missão quando quisesse.

As palavras ditas por Bean ao saltitar sem gravidade foram mais modestas que as de Armstrong, para quem se desenhara um enorme passo para a humanidade. Disse Bean: “Sabe, esta realmente é a Lua. Nós realmente estamos aqui. Aquela ali é a Terra”. Durante sua carreira, somou 69 dias no espaço. Além de se notabilizar pela simbólica caminhada lunar, ele se consagrou, em 1973, como a primeira pessoa a completar dois meses em órbita, a bordo da estação espacial Skylab. Uma realização cujo valor foi, depois, esquecido por um motivo: o recorde foi superado sucessivas vezes. Hoje é da americana Peggy Whitson, que permaneceu 665 dias na Estação Espacial Internacional. Bean morreu aos 86 anos, no sábado 26. Agora, apenas quatro dos doze homens que já pisaram na Lua estão vivos.


A busca pela verdade

Datas
AUDÁLIO DANTAS – A verdade sobre o assassinato de Vladimir Herzog (//Folhapress)

Em 1975, o governo do general Ernesto Geisel justificava a morte do jornalista Vladimir Herzog, na prisão, como suicídio. O alagoano Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, foi um dos que levantaram a verdade: torturado, Herzog fora assassinado pelo DOI-Codi. A história foi detalhada em seu livro As Duas Guerras de Vlado Herzog (2012), vencedor do Prêmio Jabuti. Por sua luta pelos direitos humanos, recebeu prêmio da ONU em 1981. Como jornalista, Dantas iniciou a carreira em 1946 e teve passagens pela Folha da Manhã e por publicações da Editora Abril, como Realidade e VEJA. Ainda se elegeria deputado federal, em 1978, pelo MDB (não este de Michel Temer). Morreu aos 88 anos, de câncer de intestino. Dia 30, em São Paulo.

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Um bilionário corrupto

O parisiense Serge Dassault era o quarto homem mais rico da França. Dono do jornal Le Figaro, que ele comprou em 2004, fizera fortuna — o equivalente a 55 bilhões de reais — com a fábrica de aviões que herdou do pai, a Dassault, especializada em aeronaves militares. Como senador, envolveu-se em casos de corrupção. Um deles o levou a ser condenado, em 2017, por subornar políticos. Pouparam-no da prisão pela idade avançada. Morreu na segunda-feira 28, aos 93 anos.

Publicado em VEJA de 6 de junho de 2018, edição nº 2585

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