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4 razões para a adolescência ir até os 24 anos

Cientistas consideram a percepção social do que é "ser adulto" para definir duração do período

– Os jovens estudam mais anos e saem de casa mais tarde

Com isso, passam mais tempo dependendo financeiramente dos pais. No Brasil, a média de estudo hoje é de 7,8 anos. As mulheres saem de casa, em média, aos 23 anos, e os homens, aos 26. “Apesar de muitas possibilidades legais da vida adulta começarem aos 18 anos, a adoção de algumas responsabilidades e do papel de adulto geralmente ocorre mais tarde”, diz um estudo do Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália, publicado no periódico científico Lancet Child & Adolescent Health. Seus autores defendem a ideia de que a adolescência, que a maioria dos países considera hoje terminar aos 19 anos, deve ser estendida até os 24

– Casam-se cada vez mais velhos

Para definirem o tempo que dura a adolescência, os cientistas consideram a percepção social sobre o que é “ser adulto” — e essa percepção, que inclui questões como o casamento, muda junto com a sociedade. No Reino Unido, a idade média para os homens se casarem é 32 anos, e para as mulheres, 30. No Brasil, a idade média fica entre 27 e 30 anos

– Adiam a gravidez

No Reino Unido, as mães têm mais de 30 anos em 54% dos nascimentos, e os pais, em 68%. No Brasil, mais de 30% das mulheres têm filho entre 30 e 39 anos. Dez anos atrás, a maternidade se concentrava dos 20 aos 24 anos

– O conhecimento sobre o desenvolvimento do corpo mudou

A biologia, como os fatores sociais, influencia na delimitação da adolescência. Sabe-se hoje, por exemplo, que o cérebro continua a se desenvolver depois da segunda década de vida. Esse tipo de descoberta também fez com que, anteriormente, o início da adolescência mudasse dos 14 para os 10 anos

Publicado em VEJA de 31 de janeiro de 2018, edição nº 2567