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Volta do Congresso será teste político de Dilma

Nova presidente terá de lidar com pressões de aliados e adversários

Por Mirella D'Elia - 28 jan 2011, 06h19

Na engrenagem política de Brasília, o governo Dilma Rousseff começa, na prática, agora. Com exceção das enchentes na região serrana do Rio, que alteraram a agenda da nova presidente, janeiro foi um mês de calmaria para a petista. Foram poucas as medida de efeito prático. A primeira reunião ministerial e a decisão sobre a taxa Selic – calcada em critérios técnicos e na atuação independente do BC, como defende a própria Dilma – disputaram as atenções no janeiro de Brasília.

A partir de fevereiro, o cenário será outro. Com o fim do período de recesso do Congresso Nacional e do Judiciário, a petista terá de mostrar a que veio. Em diversas áreas. Uma das maiores expectativas, especialmente nos 100 primeiros dias de governo, é sobre o desempenho de Dilma na liderança de negociações políticas com aliados e oposicionistas no Congresso Nacional. O novo Congresso, aliás, estará repleto de herdeiros políticos.

Reformas – A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, no dia 2 de fevereiro, marcará a largada do novo governo. No Congresso serão travadas discussões importantes, como as tão faladas – e prometidas – reformas política e tributária. Também passará pelo crivo dos congressistas o valor do salário mínimo, que virou foco de disputa entre o governo e as centrais sindicais.

Dilma ainda terá de bater o martelo sobre o nome do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Espera-se, também, que anuncie o pacote de melhorias nos aeroportos. E que decida, afinal, se vai ressuscitar a CPMF. Foi dada a largada.

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