Vital deve deixar Corregedoria e presidir Conselho de Ética

Senador indicado pelo PMDB para presidir comissão já ocupa o cargo de corregedor. O mais provável é que deixe o antigo posto

Por Gabriel Castro - 9 abr 2012, 15h10

O senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) deve ser o novo presidente do Conselho de Ética do Senado, responsável por analisar as acusações contra Demóstenes Torres (sem partido-GO). Para isso, entretanto, o peemedebista precisará resolver uma questão regimental: ele já ocupa o cargo de corregedor da Casa. O mais provável é que Vital fique apenas com a presidência do Conselho de Ética.

Nesta segunda-feira, o parlamentar paraibano se encontrou com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Casa, José Sarney. A necessidade de que Vital deixe a corregedoria ainda vai ser analisada pela área técnica do comando do Senado. A resposta deve sair nas próximas horas.

Vital do Rêgo assumiu a corregedoria em 2012 e ainda não precisou se posicionar a respeito de denúncias contra colegas. Na Casa, ele não mantém tanta proximidade com o grupo mais antigo – e mais enrolado – dos caciques peemedebistas, como Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR).

O Conselho de Ética está sem presidente desde que João Alberto (PDT-BA) se licenciou do posto. Jayme Campos (DEM-MT), vice-presidente, não quis assumir a responsabilidade de atuar no caso Demóstenes. O parlamentar goiano foi flagrado em conversas telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Os diálogos, interceptados pela Polícia Federal, mostram que o senador trocava favores com o chefe da máfia dos caça-níqueis de Goiás.

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O PSOL pediu a abertura de um processo por quebra do decoro parlamentar contra o senador. Se for confirmado como presidente do Conselho de Ética, Vital do Rêgo Filho escolherá um relator para analisar o caso e decidir se recomenda aos colegas do colegiado a cassação de Demóstenes. A palavra final virá depois, em plenário.

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