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Um ministério muito louco

Em busca de apoio político e pouco preocupada com os resultados que os leigos escalados nos ministérios alcançarão, presidente conseguiu surpreender até aliados. E as trapalhadas já começaram

Por Gabriel Castro, de Brasília 8 jan 2015, 17h12

É impossível constituir um agrupamento de 39 pessoas sem que haja divergências ou desequilíbrios. Mas a presidente Dilma Rousseff ultrapassou os limites do razoável na formação do seu ministério para o segundo mandato. Ao escancarar as portas do governo para o loteamento de cargos, Dilma formou um time sem nenhuma lógica, composto por alguns nomes pouco respeitados nas áreas que vão gerenciar – alguns com inexperiência confessa – e um exército de apadrinhados políticos.

Para quem não está familiarizado com o fisiologismo partidário brasileiro, a variedade de interesses e de siglas representadas pode até parecer um sinal de pluralidade, mas o resultado é uma equipe disfuncional, sempre sujeita ao arbítrio da chefe para resolver desavenças e tomar decisões concretas. O site de VEJA separou 20 exemplos de ministros que evidenciam a falta de critérios na montagem do primeiro time do governo.

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