TRF-4 derruba decisão de Sergio Moro e absolve ex-tesoureiro do PT
Juízes avaliaram que não havia provas o bastante para condenar o petista Paulo Ferreira e o presidente da Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco
Juízes da oitava turma do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) absolveram na noite desta quarta-feira, 26, o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira. Ele havia sido condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa dentro da operação Lava Jato pelo ex-juiz Sergio Moro.
Por unanimidade, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do recurso, e os colegas Thompson Flores e Leandro Paulsen consideraram que não havia provas suficientes para condenar Ferreira. Ele chegou a ficar preso por cerca de sete meses entre junho de 2016 e fevereiro de 2017 ao ser sentenciado por supostamente ter recebido financiamento de campanha com caixa dois na eleição de 2010.
Além de Ferreira, o presidente da empreiteira Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco também foi absolvido. O empresário havia sido condenado a 12 anos de prisão e o petista a 9 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.
Os dois foram detidos durante a investigação de suspeitas de irregularidades na reforma do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello da Petrobrás (Cenpes), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Na ocasião, os procuradores afirmaram que o processo de licitação das obras foi fraudado e que empresas pagaram mais de R$ 39 milhões em vantagens indevidas para a construtora participante do certame, para a Diretoria de Serviços da estatal e ao Partido dos Trabalhadores.
Esta é a segunda sentença de Moro derrubada na última semana. Na última terça-feira, 25, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu anular a sentença do ex-juiz federal que havia condenado o doleiro Paulo Roberto Krug em um processo do escândalo do Banco do Estado do Paraná (Banestado). A condenação havia sido mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não haviam visto irregularidades na ação do ex-magistrado.
O STF acatou um recurso da defesa de Krug, que havia questionado o fato de Moro ter permitido a tomada de depoimentos referentes à delação de Alberto Youssef depois das alegações finais da defesa.
O número que pode azedar o sonho eleitoral de Lula em 2026
Risco de interferência de Trump no Brasil existe, mas não da maneira óbvia, diz especialista
Em decisão sigilosa, PGR arquiva investigação sobre segredos de Lula e Janja no Planalto
O novo (e doloroso) revés contra Wagner Moura rumo ao Oscar
Após Trump ameaçar invasão, Sheinbaum rebate e pede ‘coordenação’ México-EUA







