Clique e assine a partir de 9,90/mês

TRE prende 3 pessoas por boca de urna em Magé, no Rio

Eleições para prefeitura são marcadas por irregularidades, e prefeito interino quase é preso após ser flagrado rondando o principal ponto de votação do município

Por Da Redação - 31 jul 2011, 18h55

Três pessoas foram detidas por prática de boca de urna neste domingo durante a realização das eleições para a prefeitura de Magé, Rio de Janeiro. Ao ser flagrado rondando um ponto de votação, o prefeito em exercício da cidade quase foi preso também.

Os eleitores foram convocados pela Justiça Eleitoral para eleger um novo governante após a ex-prefeita Núbia Cozzolino ter sido cassada por abuso de poder político e econômico na campanha de 2008. Com o afastamento de Núbia, seu irmão, Anderson Cozzolino, que era presidente da Câmara de Vereadores, assumiu a prefeitura interinamente. Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) suspeitaram quando Anderson, depois de votar, voltou pelo menos mais quatro vezes ao Colégio Estadual José Veríssimo, maior ponto de votação do município.

O presidente do TRE-RJ, o desembargador Luiz Zveiter, ordenou a retirada do prefeito do local e o ameaçou de prisão. O juiz eleitoral Orlando Feitosa poderá ouvir testemunhas sobre eventual coação do prefeito. Feitosa também determinou a interdição da rua que dá acesso ao ponto de votação devido à grande quantidade de carros com adesivos circulando e a farta distribuição de santinhos.

Entre os três detidos por prática de boca de urna está o chefe da Guarda Municipal de Magé, Renato Abreu, conhecido como Renatinho PM. Um eleitor foi detido por propaganda irregular no bairro de Suruí e um outro homem foi levado para o fórum por fazer propaganda com um carro de som, que foi apreendido.

Outras irregularidades marcaram as eleições em Magé. Placas do candidato Werner Saraiva instaladas irregularmente durante a madrugada foram retiradas pela equipe de fiscalização da propaganda eleitoral, que contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal.

A promotora Allana Alves Poubel e o juiz Feitosa também percorreram diversos pontos da cidade. Na Escola Municipal Raphael Cozzolino, eles pediram a retirada de um policial militar que conversava com o candidato Saraiva numa postura que consideraram inadequada. “O policial estava batendo papo com o candidato, com os braços debruçados no carro do político, em vez de fazer a segurança do local de votação”, reclamou o magistrado.

Apesar dos incidentes, o presidente do TRE-RJ avaliou positivamente o pleito em curso na cidade neste domingo. “Tudo está ocorrendo dentro do previsto e os eventos isolados estão sendo imediatamente checados e reprimidos”, avaliou Zveiter em nota oficial divulgada pelo TRE-RJ.

(Com Agência Estado)

Continua após a publicidade
Publicidade