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Testemunha de Demóstenes no Senado não aparece

Advogado Ruy Cruvinel alegou "motivos pessoais" para desmarcar depoimento no Conselho de Ética. Cachoeira, a outra testemunha, deve fazer o mesmo

Por Gabriel Castro 22 Maio 2012, 09h42

Estava tudo preparado. Mas o advogado Ruy Cruvinel, convidado para ser testemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética, não apareceu na manhã desta terça-feira no Senado. Ele enviou um ofício na noite desta segunda-feira alegando motivos pessoais”para não depor.

“Apesar do profundo respeito que tenho por esse importantissimo conselho, entendo que, em consideração à milha família, sou compelido a optar por manter minha privacidade”, afirmou Cruvinel em sua justificativa.

Com a desistência de Cruvinel, Demóstenes Torres deve ficar sem testemunhas de defesa no processo de cassação a que responde. O senador também havia pedido que o contraventor Carlinhos Cachoeira falasse a seu favor no colegiado, mas Cachoeira, cujo depoimento estava marcado para esta quarta, também avisou que não irá.

Ao contrário dos convocados pela CPI, as testemunhas do Conselho de Ética não são obrigadas a comparecer. Apesar do recuo de Cruvinel, a reunião do conselho desta terça-feira está mantida. Também nesta terça, o contraventor Carlinhos Cachoeira é aguardado na CPI que investiga suas atividades criminosas. O depoimento está marcado para as 14h.

Agenda – O Conselho também marcou para as 9h da próxima terça-feira o depoimento do próprio Demóstenes Torres. Depois disso, o processo deve entrar na reta final no colegiado. Mas a defesa do senador pediu ao colegiado a realização de perícias nos áudios de gravações telefônicas que incriminam o parlamentar. A proposta é que o depoimento só ocorra após o resultado da análise.

Mas o relator Humberto Costa (PT-PE), que ainda analisa a solicitação, diz que não há vículo entre uma coisa e outra: “Não há nenhuma obrigatoriedade de que meu pronunciamento sobre isso seja dado antes do depoimento de Demóstenes”.

O senador corre o risco de perder o mandato como consequência de sua estreita ligação com Carlinhos Cachoeira, que chefiava a máfia dos caça-níqueis em Goiás.

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