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Tereza Cristina diz que estuda ida do Incra e pesca para a Agricultura

Presidente eleito pediu à futura ministra um estudo para aglutinar em um único ministério assuntos relacionados ao setor agrícola

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 14 nov 2018, 16h18 - Publicado em 13 nov 2018, 20h16

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na terça-feira 13, em Brasília, que o presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, pediu que fosse feito um estudo sobre a inclusão no Ministério da Agricultura de órgãos de outras pastas, como o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e os responsáveis pela pesca e pela agricultura familiar, .

“Ele (Bolsonaro) só me disse o seguinte: ‘Traga esse estudo de juntar ao Ministério da Agricultura tudo o que tem a ver com o Ministério da Agricultura para ter um só ministério, um grande ministério, com políticas depois bem definidas para cada segmento'”, disse a deputada, depois da reunião da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), em Brasília. “Vamos sentar com o pessoal do Incra, da secretaria de agricultura familiar, vamos ouvir com muita cautela. É um setor que precisa muito ser desenvolvido.”

Tereza Cristina iria se encontrar com o atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na manhã desta terça-feira, mas ela desmarcou o encontro para se reunir com Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde trabalha a equipe de transição. Tereza Cristina disse ainda que vai haver “muita sinergia” entre a agricultura e o meio ambiente e que quem indicará o ministro do Meio Ambiente será o presidente eleito.

  • Pautas no Congresso

    A deputada disse ainda que a votação do licenciamento ambiental, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, depende do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Hoje o que mais incomoda o setor produtivo é a falta de clareza. Um fiscal fala uma coisa, depois vai outro e fala outra. A fiscalização tem que ser menos subjetiva”, comentou.

    Sobre os agrotóxicos, a deputada afirmou que é importante aprovar uma legislação para modernizar o uso desses produtos no Brasil. “Eu, como ministra e como agrônoma, sei que, sem agrotóxico, não vai se produzir neste país”, disse.

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