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Temer diz que pode votar reforma da Previdência ainda em 2018

A empresários em São Paulo, presidente afirma que intervenção federal no Rio de Janeiro, que impede mudanças na Constituição, deve acabar em setembro

O presidente da República Michel Temer (MDB) disse nesta terça-feira, 13, que poderá encerrar a intervenção federal no Rio de Janeiro em setembro para que o governo possa voltar o foco para a discussão e a aprovação da reforma da Previdência ainda em 2018.

Segundo o presidente, os últimos quatro meses do ano poderão ser usados para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016) que trata das mudanças das regras previdenciárias.

“Nós decretamos a intervenção no Rio de Janeiro e, em face a intervenção, não se pode tramitar emendas à Constituição. Não é improvável, espero que seja assim, que até setembro, mais ou menos, as coisas estejam entrando nos eixos no Rio de Janeiro, e eu possa fazer cessar a intervenção. Se fizer cessar, ainda tenho uma parte de setembro, de outubro, novembro, dezembro, para aprovar a reforma da Previdência”, disse.

O presidente destacou que enfrentou uma “campanha brutal” de setores privilegiados, contrários à reforma, e que tentaram atentar contra a sua moralidade. “Eu tenho a honra de ser presidente da República. Acho que fiz muito pelo país, fizemos muito, mas confesso que [houve] essas questões destrutivas daqueles privilegiados que tentaram me degradar moralmente. E eu tenho dito que não vou mais tolerar isso. Agora vou combater isso até porque os meus detratores ou estão na cadeia ou estão desmoralizados”, disse.

Temer também defendeu a igualdade de condições na aposentadoria para funcionários públicos e privados. “Nós sofremos uma campanha brutal ao longo do tempo por causa da reforma previdenciária. Por causa dos privilegiados que teriam redução nos seus direitos. Diria eu, eles não teriam, digamos assim, a impossibilidade de se aposentar com R$ 33 mil. Poderiam fazê-lo. Teriam até R$ 5.645 de pagamento do INSS e, o que excedesse disso, comportaria na chamada previdência complementar”, defendeu.

O emedebista participou da cerimônia de abertura da Sessão Plenária da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), na capital paulista, e discursou por aproximadamente 50 minutos sobre as ações do seu governo para uma plateia formada principalmente por empresários. Ele destacou a aprovação do teto de gastos para o governo, as reformas trabalhista e do ensino médio e a alteração na legislação da terceirização e da exploração do pré-sal.

Comentários

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  1. ViP Berbigao

    Todo mundo sabe q depois das eleições, independentemente do resultado, os políticos vão ferrar com o povo. Por isso mesmo q tem que renovar 100% dos congressistas, os q estão aí não prestam!!

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  2. Artur Britto

    Em vez do Temer cobrar as dívidas bilionárias dos grandes sonegadores, aos quais ele só faz perdoar o que devem, quer botar a conta nos trabalhadores ativos e aposentados. Diga não a reforma da previdência.

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  3. Silvio Borelli

    Há dois governos Temer. O primeiro é um desastre total. Refiro-me ao aspecto moral e ético. O presidente, além de seus problemas pessoais com a justiça, governa ladeado de corruptos contumazes. No seu lado dois, aquele onde a economia predomina, inegavelmente há avanços notáveis ( inflação, taxas de juros, crescimento do PIB e pequena desacelaração no nível de desemprego). Do ponto de vista das reformas também houve avanços como no caso da reforma trabalhista, do teto para gastos públicos, da educação,etc.. A reforma da previdência ficou para trás não por falta de empenho do presidente é muito mais por um congresso submisso à pressão dos funcionários públicos, incluindo aí juízes,desembargadores e mais toda tropa do judiciário,ministério público,polícia federal,etc.. Uma casta de privilegiados que têm autonomia para concederem a si próprios benefícios que o cidadão contribuinte jamais imaginou ter mas paga a conta dessa farra com seu próprio suor.

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  4. nelson masayuki Tazawa

    Hahahaha…sabia, viu q deu tiro no proprio pes…

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  5. Dalton Bittencourt Ferreira

    Ele não deveria falar mais sobre este assunto. Apodreceu….se tiver que ser colocado em pauta deve ser muito mais radical e não uma meia sola.

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  6. Paulo Bandarra

    Um presidente sem legitimidade nenhuma para uma reforma destas. O vice que subiu no palanque de Dilma com dinheiro sujo para defender que estava tudo as mil maravilhas.

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  7. Paulo Bandarra

    Só de isenção de imposto de renda a turma da cima dá para pagar mais duas previdências. 844 bilhões.

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