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Temer diz que Brasil ‘não tem apreço por instituições’

Em discurso para oficiais das Forças Armadas, presidente criticou o fato de encontros entre autoridades de diferentes esferas de Poder gerarem 'especulação'

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira que o povo brasileiro não tem apreço pelas instituições e fez uma série de elogios aos militares. Durante cerimônia de apresentação de oficiais-generais promovidos, em Brasília, Temer disse que o trabalho das Forças Armadas deve servir como exemplo de “disciplina, hierarquia e organização”.

“Convenhamos, nós, no Brasil, não temos muito apreço pela hierarquia, pela organização. Não temos muito apreço pelas instituições”, afirmou o presidente. “Não são poucas as vezes que digo que temos que reinstitucionalizar o país.”

No discurso, Temer criticou também o fato de que a relação entre autoridades de diferentes esferas do poder gerar especulação. O presidente se referia, entre outras circunstâncias, às reações ao seu encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em reunião que não constava na agenda oficial.

“Verifico que, se alguém do Executivo fala com alguém do Judiciário, isso já gera uma especulação, o que é desmoralizante para quem ouve”, disse. “Se eu falo com alguém do Judiciário e sou capaz de influenciá-lo a ponto de ele mudar uma opinião pessoal ou jurídica ou científica ou o que seja, é porque ele não se presta para o cargo que exerce.”

O presidente afirmou que as relações institucionais entre os entes é fundamental, já que todos “são autoridades constituídas”. “Nós temos o dever de olhar para o Brasil, agir na nossa pátria como quem quer o progresso do seu povo”, disse, ao ressaltar ainda ter respeito pela liberdade de imprensa. “Eu respeito a imprensa. Eu gravo em alto e bom som: viva a liberdade de imprensa, pois ela é fiscalizadora.”

Balanço

Ainda em sua fala, Temer enalteceu os feitos que alcançou em um ano e meio de governo e afirmou que, por meio das Forças Armadas, o Brasil “ultrapassou fronteiras”. No início do mês, o Comando do Exército exonerou o general da ativa Antônio Hamilton Martins Mourão depois de ele dizer que Temer promovia um “balcão de negócios” no Congresso para tentar chegar ao fim do mandato.

“(Raul) Jungmann (ministro da Defesa) citou feitos desse governo que não foi de quatro anos, mas de 1 ano e 8 meses”, afirmou Temer.

No fim de seu discurso, o presidente mencionou o “espírito de Natal” e afirmou que deseja que 2018 seja um ano próspero. “Neste espírito de Natal, desejo que venhamos renascer em 2018 para um ano muito melhor”, disse. No evento desta segunda, foram promovidos oito oficiais-generais do Exército, sete da Aeronáutica e três da Marinha.

Comentários

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  1. nivaldoemilio

    Temer tem dedo podre….Tudo o que toca, vira corrupto…..

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