Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Ex-governador Arruda retoma direitos políticos e embaralha eleição no DF

Político conseguiu liminar do presidente do Superior Tribunal de Justiça e deve agora calcular candidatura da ex-ministra Flávia, com quem é casado

Por Letícia Casado Atualizado em 6 jul 2022, 22h33 - Publicado em 6 jul 2022, 22h30

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, concedeu a noite desta quarta-feira, 6, liminar que permite ao ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PL) concorrer nas eleições de outubro. Ele pretende disputar contra o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) o comando do Executivo no Distrito Federal, cargo que ocupou entre 2007 e 2010.

Martins restabeleceu os direitos políticos de Arruda e suspendeu, enquanto não for julgado um recurso do político no STJ, o veto que o impedir de se candidatar a cargos eletivos. Em 2018 Arruda foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa no caso conhecido como Linknet, um desdobramento da Operação Caixa de Pandora, que revelou o esquema do mensalão do Democratas no Distrito Federal e o levou à condição de primeiro governador a ser preso durante o exercício do mandato.

Em sua decisão, o presidente do STJ afirmou que, mesmo antes da apreciação do recurso de Arruda contra a condenação por improbidade, há “plausibilidade” da tese de defesa do ex-governador, que, entre outras coisas, alega ausência de dolo na manutenção, sem cobertura contratual, de contratos do governo do DF com a empresa de informática Linknet. Por este raciocínio, diz o magistrado, manter uma inelegibilidade que em tese poderia ser derrubada no recurso provocaria desde já prejuízo eleitoral ao político. “Está evidenciado o perigo da demora e o risco de irreversibilidade da decisão, uma vez que ficou caracterizada situação emergencial que justifica a concessão de liminar, que é exatamente a possibilidade do julgamento, ao final, ser-lhe favorável no Superior Tribunal de Justiça, tendo sido impedido de participar das eleições de 2022 em razão do acórdão recorrido, uma vez que pretende lançar candidatura”, afirma trecho da decisão.

Antes do caso Linknet, outras condenações do ex-governador já haviam sido revistas. Como informou VEJA, Arruda trabalha há meses para derrubar as condenações que o tornaram inelegível. A estratégia está sendo desenhada com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem o político se aproximou e virou conselheiro, e do empresário Paulo Octávio (PSD), que também cogita voltar à cena política.

A entrada de Arruda na disputa pelo governo do Distrito Federal afeta a candidatura da ex-ministra Flávia Arruda, também do PL. O plano de Flávia é disputar o Senado, mas o fato de serem casados pode ser um fator de instabilidade na base de sustentação de seu projeto político: a ideia é que um dos dois abra uma das vagas — do Senado ou do governo — para partidos aliados.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)