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SP: governo e prefeitura assinam convênios de 683 milhões

Alckmin e Kassab participaram de primeira reunião com secretariado; educação é uma das áreas contempladas

Por Adriana Caitano 7 fev 2011, 13h02

Na primeira reunião oficial de trabalho com a presença dos principais secretários de ambas as partes, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), assinaram convênios que totalizam 683 milhões de reais. Do valor a ser investido em diversas áreas, 490 milhões de reais sairão dos cofres estaduais, 130 milhões da prefeitura e 63 milhões de um financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Um dos convênios assinados refere-se à educação. De acordo com o governador, serão construídas 20 creches que possibilitarão a abertura de 4.000 vagas. O custo de 80 milhões de reais será dividido entre a prefeitura e o governo. “Quando eu era candidato, disse que contribuiria com 1 bilhão de reais com as prefeituras municipais para ajudar na abertura de mais vagas nas escolas e hoje celebramos a primeira parceria [com a cidade de São Paulo]. Em seguida serão os outros municípios, com prioridade para a região metropolitana”, comentou Alckmin. “Esses recursos serão utilizados imediatamente e essas unidades estarão prontas em aproximadamente um ano”, completou Kassab.

Medidas – Outra área que está listada entre as parceiras, mas ainda não tem orçamento definido, é a de saúde. “As secretarias apresentarão nos próximos dias um trabalho priorizando a saúde mental, os dependentes químicos, especialmente de álcool e drogas”, comentou o governador. Para o saneamento, os itens anunciados foram a implantação do parque Várzeas do Tietê, a limpeza de 46 córregos e a construção do piscinão Jabuticabal, que tem orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e ficará em um terreno cedido pela prefeitura.

Governo e prefeitura anunciaram também medidas para a área de habitação. Segundo informou Alckmin, a favela de Heliópolis, na zona sul, receberá 1.050 unidades habitacionais; o Jardim D’Abril, também na zona sul, outras 1.055; em Nelson Cruz, área de Belém, na zona leste, serão mais 470 unidades; no centro da capital, outras 1.000 e 235 para realocação das famílias de Lidiane e Salvador Corrêa.

As famílias que vivem nas proximidades da marginal Tietê deverão também ser removidas para 35 prédios construídas com a parceria estado-município. Há a intenção ainda de construir novos prédios para moradias e levar secretarias do governo para o centro da capital. “Vamos reabilitar velhos edifício e revitalizar o centro”, disse o governador.

Metrô – O secretário dos Transportes Metropolitanos do estado, Jurandir Fernandes, anunciou, após a reunião, que o preço da passagem de metrô na capital paulista irá aumentar ainda em fevereiro, mas não deve chegar a 3 reais. “Este é o mês de reajuste e estamos estudando de quanto será, mas não há justificativa para o valor chegar a 3 reais”, comentou. Segundo ele, as estações Butantã e Pinheiros, da linha amarela, começarão a funcionar até o dia 30 de junho.

Política – Kassab também foi questionado sobre sua possível saída do DEM e migração para o PMDB, o que nos bastidores já é considerado certo, ou ainda para o PSB, já que recentemente ele teria recebido um convite do presidente da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A articulação está sendo feita, inclusive, para que Kassab leve prefeitos e vereadores democratas junto ao partido que escolher.

A resposta do prefeito ao frequente questionamento, porém, foi evasiva. Em público, ele costuma negar que esteja articulando a mudança de legenda. “Não há nenhuma reflexão, nenhum diálogo em relação a essa questão de que eu tenha participado. Estou dedicado a meu partido, o DEM, e sua convenção”, disse. Nos bastidores, no entanto, são cada vez mais fortes os rumores de que a decisão já está tomada, mas será efetivada somente após a eleição do comando do DEM, para o qual o prefeito pretende emplacar seus aliados.

Por estar ao lado do governo Geraldo Alckmin, Kassab aproveitou também para evitar comentários sobre uma possível quebra nas relações entre os dois, caso realmente mude de partido. “Independentemente dessa questão partidária, onde quer que eu esteja, minha relação pessoal, política e partidária com o governador sempre será muito boa”, comentou. Sorridente, Alckmin retribuiu com um “muitíssimo obrigado”.

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