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“Sou um vencedor”, diz Levy Fidelix, derrotado pela 15ª vez em eleições

O político não se conforma com o seu pífio desempenho na disputa pela prefeitura de São Paulo e cobra (de forma patética) explicações do TSE

Por Edoardo Ghirotto Atualizado em 19 nov 2020, 13h23 - Publicado em 20 nov 2020, 06h00

O senhor tinha muitas expectativas com esta eleição. Por que perdeu? Penso que o sistema de totalização não está fechado. Entrei com uma ação no TSE para pedir explicações a respeito dos graves problemas que ocorreram. Não posso acreditar que os vereadores do meu partido conseguiram 60 000 votos e eu não tive nem 12 000. Quer dizer que nem os próprios correligionários votaram em mim? Desconfio muito que haja alguma anomalia.

O apoio do vice-presidente Hamilton Mourão não o ajudou? Pesquisas mostravam que ele transferia votos para mim. Mas eu não sou um neófito, não sou nenhum desconhecido. Fiz uma campanha forte na internet. Como posso ter votos tão ínfimos? Não estou acusando ninguém, mas cabe ao TSE auditar. Eu quero explicações.

O PRTB elegeu menos políticos do que em 2016. O que aconteceu? O TSE precisa me dar essa explicação. Cadê os meus votos? Onde estão meus votos? Será que os hackers pegaram meus votos? Não sei o que eles vão dizer. Não usei fundo eleitoral e fui para a guerra com um bodoque, enquanto os caras estavam num canhão. Elegi mais vereadores e prefeitos do que a Rede e o PSOL. Quem é o campeão moral da eleição? A resposta é Levy Fidelix.

Esperava o apoio de Jair Bolsonaro? Isso cabia a ele. E o presidente escolheu apoiar o Celso Russomanno. Em 2018, eu ofereci o vice a pedido deles. Foram eles que me procuraram e perguntaram se eu poderia ceder o Mourão. É claro que eu esperava reciprocidade agora.

Em quem vota no segundo turno? Não voto em nenhum deles. O Boulos é um radical de esquerda e o Covas significa tudo de ruim que São Paulo tem.

Esta foi sua 15ª derrota em eleições. Pretende continuar disputando? Sempre. Vou ser eleito a qualquer hora dessas. Você vai ver no dia em que houver isonomia e igualdade para fazer campanha. É como ter uma loja de auto­mó­veis e deixar os melhores carros lá atrás. Eu sou um Mercedes, eu sou um vencedor. Não venço o pleito, mas venço a batalha das ideias. A cada eleição eu acrescento uma ideia nova. Já copiaram o Rodoanel e o Monotrilho, só mudaram os nomes. Agora, vão copiar as creches abertas 24 horas e o fim do rodízio para o Uber que eu sugeri.

Qual cargo quer disputar em 2022? Vamos sempre almejar o poder constituído maior. O PRTB tem vocação para vislumbrar coisas de cima para baixo.

Publicado em VEJA de 25 de novembro de 2020, edição nº 2714

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