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Sistema Cantareira bate novo recorde negativo após dez dias de estabilidade

Nível chegou a 11,9% nesta terça-feira. Juntas, as duas principais represas do sistema, Jaguari e Jacareí, estão com apenas 4,2% da capacidade

Por Da Redação 22 abr 2014, 12h08

O Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a capital paulista e Região Metropolitana, continua registrando recordes negativos de nível de água. Nesta terça-feira o volume armazenado caiu para 11,9% da capacidade, exatamente dez dias após ter registrado a marca mínima anterior, de 12%. Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na mesma data do ano passado o volume de água armazenado nas reservas correspondia a 63,7%.

O relatório diário do comitê anticrise que monitora o Cantareira mostra uma situação ainda mais crítica nos principais reservatórios do sistema. Consideradas o coração do manancial, as represas Jaguari e Jacareí estão com apenas 4,2% da capacidade. Juntas, elas representam 82% do sistema responsável pelo atendimento de cerca de metade da população da Região Metropolitana.

Devido à crise que vem se agravando desde janeiro deste ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu recorrer também ao Sistema Rio Grande, que apresenta quase armazenamento total, com 95,6% da capacidade. Esse sistema capta ainda um braço da represa Billings, na região do ABC. Hoje, o remanejamento para compensar a seca da Cantareira é feito com a água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, que abastece cerca de 1,6 milhão de domicílios.

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Multa – Em mais uma tentativa de garantir o abastecimento de água na Grande São Paulo e evitar o racionamento, o governo estadual, acionista majoritário da Sabesp, anunciou que multará, a partir de maio, quem elevar o consumo de água. Ainda em estudo, o programa deve sobretaxar em 30% quem aumentar o consumo em 20%, seguindo a mesma lógica do programa de bônus. Desde fevereiro, os consumidores que reduzem em 20% o gasto mensal de água obtêm um desconto de 30% nas tarifas.

Além da multa e da bonificação, a concessionária investiu 80 milhões de reais em infraestrutura para captação do chamado volume morto do sistema Cantareira – parcela de água represada abaixo do nível de operação dos reservatórios. A Sabesp também trabalha desde o início do ano com um sistema de transposição de água entre as represas. Até agora, a companhia já deixou parte do abastecimento da região atendida pelo Cantareira a cargo das represas do Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande.

Apesar das medidas, concessionária e governo não descartam a hipótese de um racionamento de água ainda neste ano. “Se o rodízio for necessário, será feito”, afirmou Alckmin nesta segunda-feira.

(Com Estadão Conteúdo)

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