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‘Segurança pública no Brasil não é ideal’, diz Aldo

Ministro afirma que 'não há motivo de pânico' às vésperas da Copa

Por Laryssa Borges - 15 Maio 2014, 15h31

A menos de um mês para o início da Copa do Mundo, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira que “a segurança pública no Brasil não é ideal”, mas afirmou que “não há motivo para qualquer tipo de pânico na recepção de 3 milhões de turistas brasileiros e 600.000 turistas estrangeiros”.

A manifestação do ministro, que participou de audiência pública no Senado, ocorre em meio a sucessivos alertas de governos estrangeiros sobre ondas de violência em cidades brasileiras. Uma cartilha do governo japonês, por exemplo, recomenda que não se tente “desafiar as ordens de um assaltante, pois pode resultar em graves consequências”. O Ministério de Relações Exteriores da Bélgica sugere aos seus cidadãos que tenham sempre dinheiro na carteira caso sejam assaltados no Brasil.

“A segurança pública no Brasil não é ideal a qualquer momento, não só na Copa do Mundo. Esse é um dos problemas do país e todas as esferas de governo tem realizado um esforço grande para enfrentar esse desafio”, disse Aldo. “Em relação à Copa do Mundo, como se trata de um grande evento internacional, medidas serão adotadas, como foram adotadas na Rio+20, na Rio 92, na visita do papa.”

Para Aldo, que evitou comentar a falta de aprovação no Congresso de uma lei específica contra o vandalismo, manifestações contra a realização da Copa ou por pautas específicas, como melhores moradias ou políticas salariais, serão tratadas normalmente, com contenção de focos de violência. “O governo não tem que temer ou deixar de temer [a violência nas manifestações]. Tem que cumprir seu papel e aplicar a lei, proteger as manifestações pacíficas e coibir as manifestações violentas”, explicou.

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Pânico – Aos senadores, o ministro do Esporte criticou a interpretação de que protestos às vezes são tratados “como se fosse o fim do fundo”. “Ninguém pode matar, agredir, depredar em nome das manifestações, mas manifestação pacífica é legítima e não tem por que haver preocupação com isso”, disse. Para ele, os protestos desta quinta, que reúnem sem-teto e metalúrgicos e bloqueiam partes de ruas em grandes cidades, não são necessariamente contra a Copa do Mundo, embora também haja manifestantes contrários ao evento da Fifa.

“As manifestações, pelo que vi hoje em São Paulo, trazem reivindicações da população. Não vejo como caracterizar essas manifestações como manifestações contra a Copa. Não sei por que transformar manifestações que são de reivindicações de algumas bandeiras em manifestações contra a Copa ou contra o governo”, disse o ministro.

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