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Secretários discutirão ação de agentes e polícia em casos de tumulto em metrô

Jurandir Fernandes se reunirá com o secretário de segurança Fernando Grella na próxima semana; imagens de câmera de segurança serão analisadas

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse na quarta-feira que deve se reunir no começo da semana que vem com Fernando Grella, secretário de segurança pública, para discutir uma forma de atuação entre agentes do metrô e a polícia. O objetivo é definir um modo de atuação em casos como o tumulto nas estações de metrô.

A confusão desta terça-feira se desdobrou em uma investigação na Polícia Civil. “Estamos repassando as imagens de nossa câmara de segurança para a secretaria (de Segurança)”, afirmou Fernandes. “Não vai haver vandalismo no metrô. Isso não permitiremos”, completou.

Fernandes causou polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira ao atribuir a confusão a uma “ação orquestrada“. No entanto, foi mais comedido à tarde ao afirmar que se referia apenas ao comportamento de alguns passageiros que estavam na Estação Sé, que danificaram parte do mobiliário do local. Mas confirmou que a confusão só aconteceu após o problema na porta de um dos trens, que paralisou a circulação das composições e criou um “efeito cascata”.

“Não dá para coibir a entrada de pessoas. Olhar para a cara de alguém e falar ‘esse aqui é baderneiro, esse não é’. Por isso, precisamos encontrar alguma solução em parceria com a polícia”, disse o secretário. “Já existe uma comissão de segurança, em contato com organismos internacionais, para achar soluções para essa situação”.

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Vandalismo – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sugeriu nesta quarta-feira que o tumulto e a paralisação da Linha 3-Vermelha do metrô na terça-feira tenha sido resultado de uma ação planejada. “Eu não acredito que essas coisas sejam geração espontânea. Precisa ser investigado, com seriedade. Precisamos verificar as câmeras de vídeo e qual é a origem disso”, disse o governador durante um evento.

Alckmin chegou até a creditar o tumulto a vândalos. “O problema poderia ter sido resolvido em dez minutos, mas em seguida quase dez botões de emergência foram acionados simultaneamente. As pessoas desceram na própria linha. Houve depredação. O fato é que houve esse grande transtorno para a população em razão da ação inicial de um grupo de pessoas e depois de vândalos que acabaram atacando a estação e destruindo o patrimônio”.

A confusão aconteceu por volta das 18 horas da terça-feira e os transtornos se estenderam por pelo menos cinco horas. Uma falha nas portas de um dos trens paralisou todo o ramal em dez das 18 estações.

(Com Estadão Conteúdo)