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Sabatina de André Mendonça para o STF provoca impasse no Congresso

Davi Alcolumbre, presidente da CCJ, dá sinais de que pretende deixar o caso dormitando, o que só aumenta desgaste das relações entre Legislativo e Executivo

Por Rafael Moraes Moura, Letícia Casado Atualizado em 2 set 2021, 21h56 - Publicado em 4 set 2021, 08h00

Nas próximas semanas, Rodrigo Pacheco terá uma grande chance de mostrar a dimensão de seus dotes políticos. Dias atrás, ele foi procurado por dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe pediram ajuda para tentar resolver o impasse em torno da confirmação do nome de André Mendonça para a Corte. O ex-­advogado-geral da União foi indicado ao posto por Jair Bolsonaro em 13 de julho. Para assumir o cargo, precisa, antes, ser sabatinado, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e confirmado no plenário do Senado. Em busca de apoio, ele já visitou setenta dos 81 senadores. A maioria tem se manifestado a favor da indicação, exceto um: Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da CCJ, a quem cabe deslanchar o processo. O parlamentar vem emitindo sinais de que, ao menos por enquanto, pretende deixar o caso dormitando, o que só aumenta o desgaste das relações, que já não são nada boas, entre o Legislativo e o Executivo. Pior: Alcolumbre ainda tem esnobado o candidato a ministro.

No último dia 31, Mendonça encontrou Alcolumbre por acaso no hall de um hotel em Brasília, aproximou-se e não desperdiçou a chance: “Estou à disposição, no seu aguardo”, disse a Alcolumbre. O senador, que tem ignorado solenemente as inúmeras mensagens e ligações do pastor presbiteriano, simplesmente desconversou: “Tá bem, tá bem”. Para assumir uma cadeira no Supremo, o candidato precisa, no mínimo, de 41 votos. Mendonça acredita já ter angariado pelo menos 55 apoiadores, muitos, inclusive, de partidos de oposição ao governo. O problema maior, ao que parece, é mesmo a resistência do senador do Amapá, que estaria magoado com Bolsonaro. Rodrigo Pacheco até tentou se manter distante do impasse, alegando que não seria “elegante interferir”. Mas esse vácuo amplia a tensão entre os poderes, envolve muitos interesses inconfessáveis e é também uma excelente oportunidade para o presidente do Congresso mostrar que tem habilidades diferenciadas dos candidatos que se apresentaram até agora como alternativa para 2022.

Publicado em VEJA de 8 de setembro de 2021, edição nº 2754


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