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Rodrigo Maia diz que Alckmin ‘ficou para trás’ e aposta agora em Bolsonaro

Presidente da Câmara diz que 'seja quem for o eleito', terá de obter mais R$ 300 bilhões no orçamento para investir em saúde, educação e segurança

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2018, 14h42 - Publicado em 7 out 2018, 13h22

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu hoje (7) apostar na vitória do candidato do PSL para a Presidência, Jair Bolsonaro, e se identificar com as propostas seu assessor econômico, Paulo Guedes. Em sua opinião, o candidato apoiado por seu partido, o tucano Geraldo Alckmin, “ficou para trás”.

“Não é o que a gente esperava. Nossa coligação ficou para trás, mas o nosso lado ideológico está mostrando grande maioria no Rio e no Brasil”, disse Maia, que concorre a mais um mandato como deputado federal, depois de votar em uma escola da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ele disse apoiar as propostas do economista Paulo Guedes, que prega reformas liberais no Estado e chegou a defender a reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O discurso da esquerda, segundo Maia, é “velho”.

  • Acompanhado por dois dos seus cinco filhos, Maia chegou para votar em uma escola municipal por volta das 10h. Maia comemorou a boa performance do DEM no Rio, afirmando estar otimista com a eleição de Eduardo Paes (DEM) para governador e de seu pai, Cesar Maia (DEM) para o Senado.

    “Aqui no Rio vamos ter ótimos resultados”, avaliou, com o cuidado de se esquivar de anunciar se concorrerá à reeleição para a Presidência da Câmara. “Primeiro quero ver se vou me reeleger (deputado).”

    Maia defendeu que o próximo presidente, “seja quem for eleito”, comece a partir de novembro a discutir as mudanças necessárias. Para ele, é inadmissível que o Brasil, com orçamento primário de 1, 3 trilhão de reais, disponha de apenas 30 bilhões de reais para investir em saúde, educação e segurança pública.

    “O PT quebrou o país, e temos que organizar para o Estado brasileiro voltar a investir”, afirmou. “A gente precisa de, no mínimo, 200 bilhões a 300 bilhões de reais para isso”, completou, indicando que caberá ao novo presidente conseguir esses recursos adicionais.

    (Com Estadão Conteúdo)
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