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Renan torpedeia Moro e, por Lula, articula contra o próprio partido

Senador é artífice do movimento que tenta impugnar a pré-candidatura da correligionária Simone Tebet à Presidência da República

Por Laryssa Borges Atualizado em 11 abr 2022, 16h41 - Publicado em 11 abr 2022, 11h06

Não foram poucas as críticas do ex-ministro Sergio Moro diante da aproximação de Jair Bolsonaro com partidos do Centrão, um amontoado de siglas sem identidade política própria que orbita o governo de turno e que hoje atua como fiador do Executivo federal. Alçado a pré-candidato à Presidência e instado a montar palanques eleitorais para viabilizá-lo politicamente, o ex-juiz amenizou o tom que ele próprio tinha dado ao consórcio de legendas e passou a defender que não se podia “generalizar” o bloco de partidos, já que nele havia “boas pessoas”.

Filiado ao União Brasil no apagar das luzes da janela partidária, Moro é agora, na avaliação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um legítimo integrante do Centrão por ter passado a compor os quadros de uma sigla resultante da fusão entre PSL e Democratas. “Moro agora é do Centrão”, disse Renan a VEJA em meio a uma discreta comemoração pela debacle política do ex-juiz, que pena para se viabilizar como candidato à Presidência da República. Sergio Moro ainda trabalha para ser indicado como o nome da terceira via apadrinhado pela aliança entre União, PSDB e MDB, mas enfrenta fortes resistências dos três partidos, que prometem anunciar no dia 18 de maio um nome de consenso para rivalizar com o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Calheiros também é um dos principais articuladores para que a convenção nacional do MDB, programada para o início do segundo semestre, sepulte a candidatura presidencial gestada em seu próprio partido. Aliado do ex-presidente Lula, a quem empenha apoio eleitoral imediato, o parlamentar é um dos mentores de um plano para impugnar a escolha do nome da senadora Simone Tebet ao Palácio do Planalto. A VEJA, ele disse ter votos suficientes para que a convenção não homologue as pretensões da correligionária e deixe os emedebistas sem nome próprio para disputar a Presidência da República.

“O MDB não pode brincar de terceira via e apresentar um candidato sem competitividade. Até meados de maio tem que alterar a fotografia (das pesquisas, que hoje mostram Tebet com 1% a 2% das intenções de voto). Desde julho tudo é estável em pesquisa. Não muda porque, enquanto Lula se mantém nesse patamar e Bolsonaro também, não há nem politicamente nem eleitoralmente nem matematicamente como fazer uma projeção de crescimento na terceira via. O momento em que a terceira via esteve mais perto de Bolsonaro foi em outubro do ano passado – 27 a 23 para o Bolsonaro –, mas já foi”, diz Calheiros.

Hoje com apenas a sétima bancada de deputados federais e com redução de 25% no número de prefeituras na última disputa regional, o MDB deveria ter uma “estratégia de sobrevivência e de crescimento”, avalia o senador, que passa pela abdicação da candidatura de Tebet em prol da formação de alianças competitivas nos estados. “Quando o MDB apostou em uma candidatura própria, teve 1% dos votos e, como consequência, reduziu suas bancadas na Câmara e no Senado pela metade. Na Câmara nossa bancada é menor do que a do PRB, no Senado somos do tamanho do PSD”, afirma.

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