Renan: “Eu não posso fugir do desafio”

Calheiros não estimou a quantidade de votos que deve receber, mas recorreu à velha máxima de que houve apelos para que ele se lançasse candidato

Por Gabriel Castro, Laryssa Borges e Marcela Mattos, de Brasília - 1 fev 2013, 09h46

O relógio marcava 9h30 quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) chegou ao Senado Federal nesta sexta-feira para a eleição que deverá sacramentá-lo como sucessor de José Sarney à frente da Casa. Sem dar qualquer explicação sobre o acervo de denúncias que envolve seu nome, o político alagoano recorreu à velha máxima de que houve apelos para que ele se lançasse candidato.

“Eu não posso fugir do desafio”, disse Renan, evitando estimar a quantidade de votos que receberá. “Agora não dá para fazer previsões”, afirmou. Instantes antes da eleição, Renan visitou os gabinetes do atual presidente, José Sarney, e do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Pressionado por jornalistas, o candidato favorito à presidência do Senado evitou estimar o porcentual de traições que pode ter dos senadores que lhe prometeram voto. “Eleição é como mineração. Ninguém sabe onde vai ter ouro”, disse. A votação para o cargo máximo de direção da Mesa é secreta.

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Nos últimos dias, cresceu a pressão de grupos de senadores para que o PMDB, que detém a maior bancada do Senado e, portanto, tem direito a indicar um nome para concorrer ao posto de novo presidente, abrisse mão do nome de Renan Calheiros e apontasse outro peemedebista para o pleito. Em vão. O nome do senador foi oficializado na tarde desta quinta-feira. Ele vai enfrentar o novato Pedro Taques (PDT-MT), que diz ter angariado apoios do PSDB, PDT, DEM, PSOL e PSB e acredita que poderá ter até 26 votos.

Irônico diante do que considera a inexpressividade de seu adversário, Calheiros resumiu a disputa: “Pedro Taques é candidato mesmo? Não se pode contestar a candidatura. O Parlamento é democrático”.

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São necessários 41 votos para confirmar a vitória do novo presidente do Senado. A eleição começou às 10 horas.

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