Clique e assine a partir de 8,90/mês

Reeleito, Pezão consegue base robusta na Assembleia

PSOL e PR tiveram crescimento de bancada, mas a base do governo deve contar com pelo menos 53 dos 70 deputados estaduais

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro - 29 out 2014, 11h31

O governador reeleito Luiz Fernando Pezão (PMDB) deve manter o controle da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro na próxima legislatura. Desde 2007, Pezão e o antecessor, Sérgio Cabral (PMDB), escaparam de dificuldades no relacionamento com deputados estaduais. Na próxima legislatura, não deve ser diferente. A base do governo contará com pelo menos 53 dos 70 parlamentares eleitos. Para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por exemplo, são necessárias assinaturas de 24 parlamentares.

Apesar do controle da Assembleia, houve uma mudança nas principais forças de oposição. As bancadas do PR, comandado pelo ex-governador candidato derrotado ao governo Anthony Garotinho, e do PSOL cresceram. O PR saltou de cinco para sete deputados. O PSOL, liderado pelo deputado campeão de votos Marcelo Freixo (PSOL), saiu de três para cinco representantes.

Também há dúvidas sobre a posição dos dois deputados do PRB, ligados à Igreja Universal do Reino de Deus: Tia Jú e Carlos Macedo. O PRB é comandado pelo senador Marcelo Crivella (PRB),também derrotado por Pezão, mas a sigla jamais fez oposição representativa ao governo Cabral na Assembleia Legislativa.

A oposição a um novo governo do PMDB começou a ser enfraquecida com a costura do “Aezão”, movimento conjunto que pregava voto em Pezão e no candidato derrotado do PSDB à Presidência, Aécio Neves. O tucano mobilizou a adesão de PSDB, DEM e PPS à coligação de Pezão para conseguir um palanque estadual mais robusto. Com essa aliança, dois importantes opositores de Cabral, reeleitos para a Assembleia neste ano, passaram para a base de Pezão: Luiz Paulo Corrêa (PSDB) e Bittencourt (PPS).

Continua após a publicidade
Publicidade