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Rede do TSE foi alvo de tentativa de ataque, afirma Barroso

Ação, que se deu por meio de um grande volume de acessos simultâneos, foi neutralizada

Por Marcela Mattos Atualizado em 16 nov 2020, 08h40 - Publicado em 15 nov 2020, 15h27

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que houve uma tentativa de ataque à rede da Corte durante a eleição deste domingo. Segundo ele, a ação foi neutralizada e não provocou nenhum tipo de dano.

Em coletiva de imprensa, Barroso disse que o ataque se deu por meio de um grande volume de acessos simultâneos, uma ação orquestrada com o objetivo de derrubar o sistema.

“Houve uma tentativa de ataque hoje, com grande volume de tentativas de acessos simultâneos. Foi totalmente neutralizada pelo TSE e pelas operadoras de telefonia e, portanto, sem qualquer repercussão sobre o processo de votação”, informou o ministro. Barroso ressaltou ainda que as urnas estão fora da rede e que eventuais ataques cibernéticos “não têm o condão de afetar o processo de votação”.

O TSE investiga um suposto ataque que tenha levado ao vazamento de informações de servidores do tribunal. O presidente da Corte não soube precisar quando a ação teria ocorrido, mas disse ter elementos para acreditar que não seja um evento recente, já que atingiu e-mails em um formato antigo e que já não é mais utilizado e também porque houve um reforço no sistema de defesa com a proximidade das eleições. Esse episódio, portanto, em nada estaria relacionado ao ocorrido neste domingo.

Na coletiva, o presidente do TSE também fez questão de detalhar como funciona o sistema das urnas eletrônicas e de garantir a sua segurança. Barroso disse que no início da votação é impresso um papel com uma demonstração de que não há nenhum voto computado e que, ao fim da votação, é impresso o boletim de votação com o resultado daquela máquina. Esse resultado, continua o ministro, é distribuído aos dirigentes dos partidos, aos fiscais e inclusive é afixado fora do local de votação. Na sequência o dado é enviado do tribunal regional eleitoral da região por uma rede interna e depois encaminhado ao TSE.

“Todos os cuidados possíveis foram tomados e nós temos a expectativa de que não haverá problema. Mas, se acontecer alguma coisa na transmissão, os resultados já estão salvos e resguardados. Evidentemente seria uma chateação, mas não há um risco para o resultado fidedigno das eleições”, afirmou o ministro.

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Barroso afirmou ainda estarem em discussão modelos de votação digital que possam substituir as urnas eletrônicas no futuro. Isso porque, ele diz, apesar de o atual modelo funcionar bem e ser confiável, há uma necessidade de reposição constante. A cada dois anos é preciso repor cerca de 20% das urnas, o que significa um custo aproximado de 1 bilhão de reais. “Para minimizar esse custo, estamos tentando um modelo alternativo”, explicou.

 

 

 

 

 

 

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