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PT marca reunião para decidir saída de Vaccari, cobrada por dois diretórios

Permanência no cargo do tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, será deliberada pela Executiva Nacional. Diretórios regionais de SC e RS cobram afastamento

Por Eduardo Gonçalves - 30 mar 2015, 22h14

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta segunda-feira que a demissão do tesoureiro João Vaccari Neto será discutida em reunião da Executiva Nacional do partido marcada para o dia 17 de abril. Apesar de grupos da legenda exigirem o afastamento de Vaccari para evitar mais desgaste à sigla, Falcão voltou a defender o tesoureiro, que é acusado de cobrar propina na forma de doações partidárias em uma das ações penais originadas pela Operação Lava Jato.

“Quem é acusado necessariamente não é culpado. Ele já teve o sigilo bancário e fiscal quebrados. Já depôs na Polícia Federal. Não está preso”, afirmou Falcão em uma entrevista coletiva concedida após reunião com os diretórios regionais do PT em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

Segundo o presidente da sigla, os diretórios do Rio Grande do Sul e da Santa Catarina já se manifestaram a favor da saída de Vaccari. “Tem uma carta de duas executivas que sugerem que quem for citado se afaste das suas funções, mas aqui não era um local para deliberação”, disse ele.

Mais cedo, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) defendeu o afastamento de Vaccari. “Se ele foi denunciado e se a denúncia foi aceita, que é a informação que nós temos, o partido deve pedir que ele se afaste e, se não afastar, afastá-lo preventivamente”, disse o petista.

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O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, tem dito que o tesoureiro não pretende se afastar voluntariamente e que continuará na chefia da secretaria nacional de Finanças do partido. A permanência é parte da estratégia de defesa do petista para tentar mostrar que ele ainda tem apoio político na legenda. Vaccari não compareceu à reunião de dirigentes nesta segunda-feira em São Paulo.

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