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PT fica com o comando da CPI dos transportes em São Paulo

Com maioria folgada, base do prefeito Haddad aprovou proposta de última hora apresentada por vereador petista

Com maioria folgada, a base do prefeito Fernando Haddad (PT) conseguiu assegurar nesta quinta-feira a aprovação de uma CPI dos transportes controlada por petistas e partidos aliados. Outra proposta semelhante, lançada pela oposição, foi derrotada.

Incialmente refratário à ideia de uma comissão sobre o assunto, o governo paulistano finalmente resolveu aceitar a criação desde que a CPI fosse de acordo com seus termos – ou seja, com um petista na presidência e um relator “moderado”. Na quarta-feira, o vereador petista Paulo Fiorilo apresentou uma proposta de última hora para contrabalancear com o projeto do oposicionista Ricardo Young (PPS), que contava com 25 assinaturas. A criação de uma CPI foi aprovada na quarta-feira. Faltava ainda decidir qual das propostas seria a escolhida.

No final, prevaleceu a proposta de Fiorilo, que passou com 40 votos. Resignado, Young disse achar melhor “uma CPI do que nenhuma”.

“Mas há um sinal amarelo para vermelho aceso. Se o governo quisesse total transparência nas investigações não correria de última hora para lançar uma proposta de CPI com um escopo tão restrito quanto a apresentada pelo vereador Fiorilo”, disse.

Defesa – Já o petista Fiorilo disse que a CPI não deve ser chapa branca. “Não tem CPI do governo. CPI é um instrumento do Legislativo, não é chapa branca nem chapa preta, vai apenas cumprir seu papel. A minha proposta é discutir as planilhas [de gastos da prefeitura com as empresas de ônibus], vão ser feitas alterações de acordo com o que for apontado no final da CPI”, disse o vereador em entrevista à TV Câmara Municipal.

De acordo com o Regimento da Casa, a presidência da CPI vai ficar com o próprio Fiorilo. Os outros membros da CPI foram escolhidos pelo critério da proporcionalidade das bancadas. São eles: Floriano Pesaro (PSDB), Edir Sales (PSD), Milton Leite (DEM), Dalton Silvano (PV), Adilson Amadeu (PTB) e Nelo Rodolfo (PMDB). De acordo com o regimento da casa, presidência é concedida ao proponente da comissão, no caso, o vereador petista. A relatoria deve ficar com Milton Leite (DEM).

Além das propostas de Fiorilo e Young, havia um terceiro pedido apresentado pelo vereador Paulo Frange (PTB), protocolado em fevereiro. Antes da sessão desta quinta-feira, entretanto, Frange anunciou a retirada das sua proposta, em benefício da do petista Fiorilo.