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Primeira-dama de Campinas tem a prisão decretada

Outros sete envolvidos em esquema de fraudes na cidade já foram presos

Por Da Redação 10 jun 2011, 10h28

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumprem, nesta sexta-feira, sete mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça contra acusados de envolvimento no esquema de fraudes e desvio de dinheiro público na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), em Campinas. No início da manhã, foram presos o ex-secretário de Segurança Carlos Henrique Pinto e o ex-diretor da Sanasa Marcelo de Figueiredo. Entre os outros mandados a serem cumpridos estão o da primeira-dama da cidade e chefe de gabinete da prefeitura, Rosely Nassim, e do vice-prefeito, Demétrio Vilagra.

As prisões fazem parte da operação comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, iniciada em 20 de maio, quando 11 suspeitos de envolvimento no esquema foram detidos, entre empresários e ex-integrantes da administração pública. Dez dias depois, o empresário e lobista Emerson Geraldo de Oliveira, que estava foragido, se entregou à polícia.

A primeira-dama é apontada como chefe da quadrilha que corrompia e chantageava empresários depois de favorecê-los na obtenção de contratos com a administração pública, em especial com a Sanasa. A propina mensal seria de pelo menos 300.000 reais. Rosely não foi presa no dia em que a operação foi deflagrada graças a um habeas corpus concedido pela Justiça onze dias antes. Ela foi convocada duas vezes para depor, mas não compareceu. O Ministério Público decidiu, então, pedir sua prisão mesmo sem ouvir sua versão para os fatos, já que havia indícios suficientes de seu envolvimento no esquema corrupto.

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