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Prefeito de Nova York critica Bolsonaro e fala em ‘ideologia destrutiva’

Bill de Blasio respondeu a uma declaração do presidente brasileiro, que chamou o prefeito de 'radical' na última semana

Por Redação Atualizado em 11 Maio 2019, 17h29 - Publicado em 11 Maio 2019, 17h28

O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 11. No Twitter, De Blasio respondeu a uma declaração do presidente brasileiro, que chamou o prefeito de “radical” durante café da manhã com deputados federais na última quinta-feira 9.

“Se você quiser invadir a nossa cidade e se vangloriar de destruir o meio ambiente ou de como você é ‘homofóbico com orgulho’, os nova-iorquinos vão te criticar por essas besteiras. Se é ser ‘radical’ discordar da sua ideologia destrutiva, então somos radicais com orgulho”, disse De Blasio na rede social, repercutindo uma reportagem do jornal americano New York Daily News sobre a declaração de Bolsonaro.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o presidente afirmou que não poderia comparecer a uma cidade cujo prefeito estava “promovendo e se preparando para fazer manifestações, as piores possíveis, contra a minha presença”. Bolsonaro fazia referência às críticas que vinha sofrendo de De Blasio por causa da visita que ele faria à cidade americana para receber o prêmio Pessoa do Ano, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

A cerca de duas semanas antes da entrega do prêmio, marcada para o dia 14 de maio, o Museu de História Natural de Nova York desistiu de sediar o evento e a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times, recuaram sobre suas participações como patrocinadoras.

Bolsonaro acabou por cancelar a viagem, no último dia 3. “Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”, dizia a nota assinada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rego Barros.

No dia seguinte ao cancelamento, De Blasio comemorou a decisão e criticou Bolsonaro. “Jair Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, escreveu nas redes sociais.

Segundo Bolsonaro, A entrega do prêmio acontecerá agora na cidade de Dallas, no estado do Texas. Há expectativa de que o presidente também use a viagem para se encontrar com o ex-presidente americano George W. Bush e com empresários.

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