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Por alianças regionais, Aécio e Campos dividem palanque no Piauí

Os dois não se encontraram na convenção que confirmou o nome de Zé Filho ao governo do Piauí, mas adotaram discursos semelhantes contra o governo

Na tentativa de garantir o maior número alianças regionais, os dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), dividiram nesta sexta-feira o mesmo palanque e participaram, em horários alternados, do ato de apoio à candidatura à reeleição do governador do Piauí, Zé Filho (PMDB).

Embora o Estado represente apenas 1,6% do eleitorado total do país, com pouco mais de 2,3 milhões de eleitores, a presença dos dois candidatos é simbólica. Esta é a primeira vez que ambos participam de uma mesma convenção partidária para lançar o nome de um candidato a governador, embora PSDB e PSB tenham se aliado em estados como São Paulo, com o tucano Geraldo Alckmin como candidato à reeleição e o deputado socialista Márcio França como possível vice.

Na costura do palanque piauiense, tucanos e socialistas apoiarão o PMDB e estarão lado a lado na chapa em que o ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes (PSDB) será candidato a vice-governador, e o ex-governador Wilson Martins (PSB) concorrerá ao Senado. A aliança conta com outros 15 partidos para fazer frente à candidatura do petista Wellington Dias ao governo estadual.

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Aécio e Eduardo Campos, que iniciaram a pré-campanha com discursos similares e aparições juntos em público, se alternaram nesta sexta-feira para que um abrisse a convenção do PMDB piauiense e o outro encerrasse o evento. Os discursos, porém, foram coincidentes, com promessas de desenvolvimento para o Nordeste, críticas ao governo federal e garantias de ampliação de promessas de assistência social, como o Bolsa Família.

“O Brasil virou um grande cemitério de obras inacabadas por toda parte e com sobrepreços. Isso pune todos os brasileiros”, disse Aécio. “Os brasileiros estão cansados da má-política e das promessas que são feitas e nunca são cumpridas. O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia ao nos deixar como herança a inflação voltando a atormentar a vida e a mesa do trabalhador brasileiro”, completou.

“Se o Brasil não mudar o rumo, vai jogar fora seus avanços”, afirmou Eduardo Campos. Temos que colocar gente que entende os problemas do Brasil, e não raposas velhas que nada fazem. É o povo quem coloca e é o povo quem tira”, disse.