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Policiais federais são condenados por corrupção passiva

Delegado e escrivão forjavam inquéritos para cobrar propina de investigados

Dois policiais federais do Rio de Janeiro foram condenados nesta segunda-feira por corrupção passiva. O delegado Hélio Khristian Cunha de Almeida e o escrivão Carlos Alberto Araújo Lima são acusados de forjar inquéritos para cobrar propinas de supostos investigados. A sentença, do o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), estende-se também ao advogado Mario Jorge da Costa Carvalho, porta-voz do delegado junto às vítimas do esquema.

Além de cumprir dois anos e meio de pena em regime aberto, o delegado vai perder o cargo e ainda terá de pagar multa. O escrivão recebeu sentença de um ano e quatro meses de prisão e multa, que pode ser convertida para prestação de serviços comunitários. Já o advogado foi punido com dois anos de prisão. O TRF2 concordou com a consideração do Ministério Público Federal, de que a gravidade do crime pode comprometer a credibilidade da PF e a violação do dever com o poder público.