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Polícia prende os primeiros suspeitos do caso Marielle

Ordens de prisão são cumpridas em 15 endereços no RJ e em Juiz de Fora; alvos são milicianos

Por Da Redação Atualizado em 13 dez 2018, 16h37 - Publicado em 13 dez 2018, 12h15

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre nesta quinta-feira (13) os primeiros mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em março.

Segundo o canal Globo News, as ordens emitidas pela Justiça atingem milicianos e são cumpridas em 15 endereços no Rio de Janeiro, Petrópolis, Angra dos Reis e em Juiz de Fora (MG). A Justiça emitiu mandados de prisão temporária e de intimação para depoimentos. A atuação de milicianos é a principal linha de investigação do crime.

Em nota, a polícia informou que os mandados são referentes a inquéritos policiais instaurados na Delegacia de Homicídios “e que transcorrem de forma paralela às investigações do caso Marielle e Anderson”. De acordo com a nota, “a medida é uma ferramenta voltada à inviolabilidade e ao sigilo das informações coletadas no bojo do inquérito policial principal”.

A Polícia Civil não informou número de agentes envolvidos e tampouco fez um balanço da ação. Segundo a DH, o sigilo das investigações “é a maior garantia para chegar aos autores e mandantes dos crimes investigados”. Os suspeitos são investigados em inquéritos independentes ao do caso da vereadora. Segundo o delegado Giniton Lages, que coordena as investigações do caso Marielle, os suspeitos presos hoje têm ligação com os assassinatos.

Marielle foi morta quando voltava de um evento sobre violência contra contra mulheres negras na noite de 14 de março deste ano. Às 21h30, um carro se aproximou do veículo da vereadora na Rua Joaquim Palhares. Nesse momento foram feitos os disparos: quatro deles atingiram a cabeça de Marielle , que estava no banco de trás; o motorista levou outros três tiros nas costas.

A polícia localizou nove cápsulas de munição e suspeita que os criminosos seguiram o automóvel das vítimas, que tem vidros escuros, para saber a localização das pessoas. Os bandidos fugiram sem levar nada.

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