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PM vai testar policiais praticantes de artes marciais contra black blocs

Polícia utilizará pela primeira vez oficiais praticantes de artes marciais, desarmados, para monitorar ação de vândalos infiltrados em protesto

Por Eduardo Gonçalves 21 fev 2014, 13h39

A Polícia Militar de São Paulo destacará neste sábado, pela primeira vez, um grupo de policiais praticantes de artes marciais, que receberam treinamento para monitorar a ação de vândalos mascarados em protestos na capital paulista. Neste sábado, foi convocada uma manifestação contra a realização da Copa do Mundo, no centro da cidade.

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Segundo o capitão da PM Emerson Massera, o grupo de policiais atuará uniformizado, com capacete, cassetete e algemas – sem nenhum tipo de arma letal. A intenção da PM é que esses oficiais entrem em ação para retirar os black blocs dos protestos antes do início do quebra-quebra. O efetivo destacado será de 80 policiais. “O objetivo é cessar [o quebra-quebra] com uma primeira investida, com o uso da força física”, disse Massera.

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Simultaneamente, no mesmo horário da manifestação, o Departamento de Investigações Criminais (Deic) convocou black blocs já identificados para prestar depoimento. A intenção é impedir que esses mascarados compareçam ao protesto convocado pelo Facebook para a tarde deste sábado.

De acordo com a PM, outro grupo de policiais, munidos de bombas de efeito moral, balas de borracha e gás pimenta estará na retaguarda, de prontidão. Além desse efetivo, a polícia também fará trabalho de inteligência, com câmeras e policiais à paisana infiltrados entre os manifestantes. “À medida que aumentar o potencial de agressão, aumentará o potencial de reação da polícia. Bala de borracha é o último recurso”, afirmou Massera.

O comando da PM também convocou policiais de folga para reforçar o contingente neste sábado. Massera afirmou que a PM está se preparando “exaustivamente” para conter os excessos nos protestos. Segundo ele, as redes sociais estão sendo monitoradas diariamente para identificar os líderes dos Black Blocs. Mais de 13.000 pessoas confirmaram presença no ato deste sábado.

Artefato Explosivo – Nesta sexta-feira, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar (Gate) fez uma demonstração do poder de fogo do artefato apreendido com os manifestantes Fabrício Proteus Chaves e Marcos Rosencrantz no primeiro protesto contra a Copa deste ano. Na ocasião, a dupla foi abordada por policiais após a dispersão da manifestação. Rosencrantz foi detido, e Chaves perseguiu um policial. Em seguida, com a chegada de outros policiais, tentou fugir. Ao ser abordado, sacou um estilete e acabou baleado.

O artefato incendiário é composto de uma mistura de açúcares e oxidantes e foi produzido artesanalmente. Segundo o capitão do Gate Ricardo Folks, entre os materiais utilizados estava nitrato de potássio – elemento químico que tem a venda controlada pelo Exército. “Colocado em baixo de um carro ou ônibus, o artefato poderia causar uma explosão. Numa pessoa, ele causaria lesões”, disse.

O Gate também demonstrou o potencial explosivo do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade no Rio de Janeiro. O rojão atingiu uma altura superior a 50 metros de altura. Questionado se o rojão e o artefato feito com nitrato de potássio são os explosivos mais comuns encontrados com os Black Blocs, Folks respondeu que o grupo é “uma caixinha de surpresa que a cada novo protesto aparece com algo novo”.

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