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PF prende sócio da Galvão Engenharia

Empresário é acusado de pagar propina a políticos e executivos da Petrobras por facilidades em contratos da estatal

A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira em São Paulo o empresário Dário Queiroz Galvão, sócio da Galvão Engenharia. Ele já é réu em uma ação penal originada pela operação Lava Jato, acusado de pagar propina a políticos e executivos da Petrobras por facilidades em contratos da estatal. Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário.

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Também foi preso no Rio de Janeiro o operador Guilherme Esteves de Jesus. Ele é um dos onze operadores investigados na My Way, a nona fase da operação Lava Jato, e investigado de pagar propina a mando do estaleiro Jurong, segundo depoimentos em acordo de delação premiada do ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. De acordo com a investigação, o operador teria transferido 8,2 milhões reais por meio de offshores para Barusco, para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, para o ex-presidente da Sete Brasil João Ferraz e para Eduardo Musa, ex-diretor de Participações da Sete Brasil.

Os dois foram alvos de mandados de prisão preventiva, ou seja, sem prazo para expirar. Os presos serão levados para a sede da Policia Federal em Curitiba.

Na decisão, o juiz federal Sérgio Moro citou as delações premiadas de Barusco, do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em que afirmam terem recebido propina da Galvão Engenharia. Segundo depoimento do operador Shinko Nakandakari, o empresário preso nesta sexta-feira tinha conhecimento do esquema e era dele a decisão final sobre os valores de propina pagos aos agentes públicos.

Agentes da Polícia Federal cumprem três mandados judiciais em São Paulo e no Rio de Janeiro na 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira. São dois mandados de prisão preventiva, um em cada cidade, e um mandado de busca e apreensão na capital paulista.

Na décima fase da Lava Jato, deflagrada em 16 de março, foi preso o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, apontado pelos investigadores como um dos principais arrecadadores de propina do PT.