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PF começa a ouvir executivos, que pedem habeas corpus

Depoimentos começaram na manhã deste sábado na sede da PF em Curitiba

A Polícia Federal começou a ouvir na manhã deste sábado, em Curitiba, os executivos presos na sétima etapa da Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras. Os agentes da PF ainda procuram outras cinco pessoas, uma delas com prisão preventiva decretada e quatro com prisão temporária. Segundo a Polícia Federal, eles podem ser presos a qualquer momento. Os detidos chegaram de madrugada à capital paranaense. O avião com os presos saiu de Brasília, passou por São Paulo e fez escala no Rio de Janeiro, onde um problema técnico adiou a partida.

Os depoimentos estavam marcados para as 10 horas (de Brasília), mas atrasaram por causa da chegada tardia dos presos à Superintendência da PF no Paraná. Os presos estão separados em celas com três ou quatro pessoas. Eles permanecerão sob custódia na própria PF até o fim dos depoimentos. Depois, aguardam decisão da Justiça sobre uma possível transferência para unidades prisionais.

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Enquanto os acusados começavam a ser ouvidos, seus advogados se movimentavam para tentar soltá-los – pelo menos nove executivos ligados a empreiteiras que tiveram prisão decretada na Operação Lava Jato entraram neste sábado com pedidos de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), segunda instância da Justiça Federal. Três deles ainda não foram presos, mas entraram com o pedido de revogaçao da prisão. Os pedidos devem ser analisados neste fim de semana, no plantão judiciário.

Os policiais ainda não conseguiram localizar três executivos da Camargo Correa: Eduardo Emerlino Leite, vice-presidente; João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da empresa; e Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente. Aldarico Negromonte Filho, acusado de ter ligaçoes com o doleiro Alberto Youssef e Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, são considerados foragidos.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)