Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Petistas fazem vaquinha para pagar fiança de ex-vereador preso

Ação que arrecadou 300 mil reais foi feita via telefone e e-mail. O ex-vereador de Osasco foi preso na Operação Caça-Fantasmas

Por Da redação - 5 jan 2017, 09h18

A fiança do ex-vereador do município de Osasco João Gois Neto (PT), preso preventivamente na Operação Caça-Fantasmas, foi paga nesta quarta-feira por meio de uma vaquinha realizada entre petistas e simpatizantes. A ação arrecadou 300 mil reais, valor total da fiança, usando mensagens via telefone e e-mail.

Gois teve a prisão decretada no dia 5 de dezembro, assim como outros treze vereadores de Osasco – incluindo o prefeito eleito Rogério Lins, do PTN –, por suspeita de envolvimento em um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal da cidade localizada na Grande São Paulo. Embora a prisão tenha sido revogada em 29 de dezembro, a fiança tinha esta quarta como data limite para o pagamento.

Leia também:

“A vaquinha foi uma forma rápida e legal para ajudar um companheiro. Ele não tinha esse dinheiro e a maneira de ajudá-lo foi através da vaquinha”, disse o presidente do PT em Osasco, Emidio de Souza.

Publicidade

Na gravação telefônica, o pedido era de 300 reais, 500 reais ou mil reais com a observação de que o ex-vereador tinha a intenção de devolver a quantia o quanto antes. Por e-mail, o tom foi mais emocional: “Vamos fazer uma grande corrente de solidariedade e provar que não é à toa que nos chamamos de companheiro”.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade