Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Paes reconduz filho de Witzel à pasta da diversidade da Prefeitura do Rio

Nomeado por Crivella em agosto de 2019, Erick Witzel prosseguirá como assessor de políticas na área de direitos LGBT+ da capital fluminense

Por Marina Lang Atualizado em 6 jan 2021, 13h25 - Publicado em 6 jan 2021, 12h37

O filho transgênero do governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) foi nomeado novamente como assessor na Coordenadoria de Diversidade Sexual (Ceds) da Prefeitura do Rio de Janeiro na terça-feira, 5, pelo atual prefeito Eduardo Paes (DEM).

Erick Witzel, 26, havia sido nomeado em agosto de 2019 pelo antecessor de Paes, Marcelo Crivella (Republicanos), para o cargo.

Erick é estudante de direito – seu pai é ex-juiz federal e se afastou do cargo para concorrer ao governo estadual do Rio em 2018, quando ganhou as eleições. Ele fez o anúncio por meio das redes sociais ontem.

“Fiquei muito emocionado por ter o meu trabalho reconhecido”, escreveu Erick a respeito da recondução ao cargo e elencando os cursos de capacitação que fez para desenvolvimento de políticas públicas.

“Busquei me capacitar, pois estava no serviço público e fazer políticas públicas é um trabalho muito sério. Estou feliz e empolgado com as próximas etapas que estão por vir! Seguimos em frente!”, declarou.

Erick rompeu relações com o pai durante alguns meses após as eleições de 2018. Em depoimento cedido a VEJA, ele contou como foi a transição de gênero pela qual passou e como voltou a falar com o governador – agora afastado do cargo e passando por um processo de impeachment desencadeado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no Tribunal Especial Misto, composto por cinco deputados do parlamento e por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

“Não nos falamos por meses. Felizmente o tempo passou e os pensamentos se reestruturaram. No aniversário do meu irmão, em junho, fui, a convite do meu pai, ao Palácio das Laranjeiras, onde nunca pensei que pisaria”, disse sobre o pai, em relato dado em julho de 2019 – um mês antes de ser contratado pela gestão de Crivella.

“Conversamos sobre tudo, francamente, como família. Por fim nos entendemos. Temos visões políticas muito diferentes, entretanto precisamos dialogar se queremos viver em harmonia. Voltamos a nos falar, por mensagem e por telefone, mas não nos encontramos depois daquele dia. Assim espero que continuemos daqui para a frente: concordando em discordar, porém em paz. As famílias sempre lavam a roupa suja, no entanto minha família a lavou em público”, finalizou.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês