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Paes defende pré-candidatura de secretário que espancou mulher

Prefeito do Rio de Janeiro voltou a classificar de "assunto familiar" a investigação que apura agressões à ex-mulher do secretário Pedro Paulo

Por Thiago Prado - 8 nov 2015, 19h34

Depois de chamar de “tema da vida privada” as agressões à ex-mulher do secretário Pedro Paulo Carvalho, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) voltou a classificar de “assunto familiar” a investigação que agora será conduzida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em 2010, segundo inquérito conduzido pela polícia do Rio revelado por VEJA, Pedro Paulo espancou a ex-mulher Alexandra Marcondes com socos e chutes, chegando até a quebrar um dente da então companheira.

Na manhã deste domingo, Paes defendeu a manutenção da pré-candidatura do secretário nas eleições do ano que vem. O peemedebista afirmou que o secretário “já fez os “esclarecimentos necessários”. “O secretário Pedro Paulo já fez as explicações de um assunto familiar. Deve ser muito difícil na vida pública ter que fazer explicações familiares, de assuntos de suas relações pessoais de maneira pública. Imagino a dificuldade pessoal dele de lidar com essa questão dessa maneira”, afirmou o prefeito, na entrega do prédio do IBC, centro de transmissão das imagens da Olimpíada de 2016.

Paes se derreteu em elogios ao braço-direito, recusando-se a analisar o impacto das denúncias no eleitorado: “Não sou analista político. O meu candidato é o Pedro Paulo e vai permanecer até o fim. Ele é o melhor candidato para a cidade. Ao longo do nosso governo, [ele] coordenou tudo isso. Se as coisas estão saindo é porque tínhamos na Casa Civil um time de jovens preparados, com a cabeça moderna montando concessões, PPPs que o Brasil ainda não aprendeu a montar. PPP na Prefeitura do Rio sai na urina. Quem fez isso foi o secretário Pedro Paulo”, disse Paes.

Braço direito do prefeito, Pedro Paulo sempre ocupou postos-chave ligados aos cargos ocupados por Paes e já foi eleito deputado federal duas vezes.

Na semana passada, Pedro Paulo admitiu as “agressões mútuas”, mas disse se tratar de “um episódio superado no âmbito familiar”. O caso, no entanto, está longe de ser superado no âmbito judicial. Na última sexta-feira, o procurador de Justiça do Rio Marfan Vieira Martins enviou o inquérito para o procurador-geral Rodrigo Janot conduzi-lo. Por ser deputado federal e ter foro privilegiado, Pedro Paulo só pode ser investigado em Brasília.

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