Orlando Silva diz que demissão é decisão da presidente

Correndo o risco de perder o cargo, Ministro do Esporte insinua que não vai pedir exoneração, garante inocência e põe decisão nas mãos de Dilma Rousseff

Por Gabriel Castro - 25 out 2011, 19h04

O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse nesta terça-feira que sua demissão é uma decisão pessoal da presidente Dilma Rousseff. Sem dar sinais de que está disposto a abrir mão do cargo, o comunista voltou a dizer que é vítima de calúnias e declarou que o inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) não muda a situação: “Quem nomeia e exonera é a presidente”, afirmou, em entrevista coletiva. “É uma decisão personalíssima do comando do poder Executivo. Tenho convicção da minha inocência”. O ministro falou à imprensa logo depois de uma audiência pública para tratar da Lei Geral da Copa. Embora tenha sido questionado por parlamentares da oposição, não comentou as graves revelações feitas sobre a pasta e ainda tentou capitalizar sobre a decisão do STF: “Quem solicitou que fosse feita a apuração de todos os fatos citados fui eu”, argumentou. “Não há nada que altere minha condição de inocente”. Silva, que ficou calado diante das críticas da oposição durante a audiência, aproveitou a entrevista coletiva para rebater: “Não foram poucas as provocações”, disse. “Algumas até com certo nível de histeria”. O ministro também se disse vítima de uma ação orquestrada – embora não tenha dito por quem. “Tenho a serenidade dos justos, a serenidade da verdade”, declarou. “Nós temos moral para seguir de cabeça erguida”.

Publicidade