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O relator e a dúvida: morreu ou não morreu?

Passadas quatro horas da leitura do relatório favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), irritado com o barulho no plenário, cansado e rouco, cometeu uma gafe com o advogado e ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh. Arantes lembrava de pedido de impeachment do tucano FHC protocolado em 2001 pelo “saudoso” Greenhalgh. Espirituoso, o ex-petista Chico Alencar (PSOL-RJ) não perdeu a chance de quebrar o enfadonho discurso do relator. “Saudoso não”, berrou do fundo do plenário e arrancou risos dos demais deputados. “Ele não morreu.” Jovair seguia com a leitura, mas parou para responder: “Se não morreu, melhor para a gente. Que Deus lhe dê saúde”. E explicou: “É saudoso para nós no Parlamento”. Minutos depois, citou uma frase do médium Chico Xavier, ao que Alencar emendou. “Esse sim é saudoso.” Já sem paciência, Jovair contestou. “Ainda com relação ao saudoso, quero pedir desculpas e pedir que seja retirado do texto”. (Felipe Frazão, de Brasília)