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Novo protesto na rua de Sérgio Cabral: policiais, agora, exibem identificação

Grupo de cerca de 200 manifestantes grita palavras de ordem contra o governador. Polícia está com dois caveirões e um carro de lançar água

Uma manifestação reuniu centenas de pessoas na esquina do prédio onde mora o governador Sérgio Cabral no início da noite desta quinta-feira. O bairro é vizinho à região de Copacabana, onde acontecia a Festa da Acolhida aos Jovens, com presença do papa Francisco. Assim que o pontífice deixou o altar, os manifestantes seguiram para Copacabana. No caminho, mascarados cruzaram com peregrinos que deixavam o evento. Assustados, os católicos correram enquanto uma linha de frente do ato anti-Cabral gritava ‘calma, é pacífico’. As pessoas caminham, agora, pela praia de Copacabana e devem parar em frente ao palco onde Francisco esteve na noite desta quinta. Comerciantes fecham as lojas no bairro.

Este é o segundo ato de protesto programado para coincidir com datas da Jornada Mundial da Juventude. O primeiro foi na segunda-feira, no Palácio Guanabara, onde o papa se encontrou com a presidente Dilma Rousseff. A diferença principal entre as duas manifestações é o policiamento. Desta vez, os policiais militares estão com identificações nos coletes, na parte da frente e das costas, com letra e número.

O reforço na identificação dos policiais foi uma decisão tomada depois de, na segunda-feira, os manifestantes terem acusado PMs à paisana, infiltrados, de promoverem a baderna no protesto, iniciando a confusão com a polícia fardada. No mesmo dia, policiais do Batalhão de Choque estavam sem nomes nos coletes.

Na noite desta quinta-feira, policiais circulam pelos manifestantes e revistam mochilas. Dizem que não são P2, nome dado ao policial à paisana, e que também não querem confronto. No entanto, estão preparados para caso de ataque. A rua de Cabral está bloqueada da Avenida Delfim Moreira até a Rua General San Martin. Há dois caveirões estacionados, cada um em um extremo do quarteirão onde mora o governador. Um caminhão que lança jatos de água para dispersar a multidão está apontado para os manifestantes.

Lojas depredadas – Por volta das 19h40, o grupo partiu em direção à loja Toulon, no Leblon, que foi invadida e saqueada na semana passada. O protesto, que por enquanto é pacífico, tem objetivo de fazer uma espécie de “missa de sétimo dia” para os manequins das vitrines, que, dizem os manifestantes, “são mais importantes do que o pedreiro Amarildo” e as vítimas da violência no Rio.

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