Nove executivos presos na Lava Jato são soltos em Curitiba

Empreiteiros passarão para regime de prisão domiciliar depois de decisão tomada nessa terça pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal

Por Da Redação - 29 abr 2015, 14h17

Nove executivos presos na 7ª Fase da Operação Lava Jato deixaram a cadeia nesta quarta-feira depois de quase seis meses atrás das grades. O dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, que estavam na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, foram transferidos nesta manhã do sistema fechado para a prisão domiciliar.

Os favores do empreiteiro

Eles foram investigados pela PF sob suspeita de integrarem o esquema de corrupção na Petrobras, desmontado pela força-tarefa. A partir de agora, Pessoa e Almada serão monitorados por uma tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, enquanto os processos tramitam na Justiça.

Os sete outros presos que estavam no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense, foram liberados no começo da tarde.

Publicidade

Os executivos passarão para regime de prisão domiciliar em função da decisão tomada nessa terça pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi proposta pelo relator do caso, ministro Teori Zavascki, durante julgamento de habeas corpus em favor do dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. Depois, Zavascki propôs estender a decisão a outros oito empreiteiros que também foram presos na mesma etapa da operação, o que acabou sendo acatado.

Além de Pessoa, da UTC, vão também para prisão domiciliar o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho; o diretor da empreiteira, Mateus Coutinho; o diretor internacional da empresa, Agenor Franklin Magalhães Medeiros; um funcionário dela, José Ricardo Nogueira Breghirolli; o presidente do conselho da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler; o vice-presidente da Mendes Junior, Sergio Mendes, e o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade