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Na véspera da posse, Marta consegue aprovar mudança no financiamento da Cultura

As contas do ministério foram objeto de crítica da ex-ministra Ana de Hollanda

Um dia antes de assumir o Ministério da Cultura, Marta Suplicy conseguiu negociar a aprovação, nesta quarta-feira, seu último dia no Senado, do Sistema Nacional de Cultura. O projeto facilitará repasses da pasta da Cultura a estados e municípios, o que, na prática, significa maior autonomia orçamentária para a própria Marta ao chegar ao comando do ministério.

As contas do ministério foram objeto de crítica da ex-ministra Ana de Hollanda. Ao contrário da antecessora, que enviou carta ao Ministério do Planejamento reclamando que as contas da pasta não fecham, Marta disse nesta quarta estar “muito satisfeita” com o orçamento. “O orçamento teve um acréscimo neste ano e vou tentar ampliá-lo. Está satisfatório para começar. Qualquer eventual aumento vou tentar através do Parlamento.”

De saída do Senado, Marta conseguiu aprovar o principal projeto do ministério em tramitação no Congresso. Com o SNC, poderão ser criados conselhos e fundos de cultura, além de outros mecanismos de políticas públicas. A proposta de emenda à Constituição ainda deve ser promulgada em sessão solene do Congresso antes de ser encaminhada para sanção presidencial.

Marta toma posse nesta quinta-feira no Ministério da Cultura. Entre suas promessas, quer pacificar a pasta. Para ela, o fato de não pertencer a nenhum grupo específico na Cultura é uma “vantagem”. Ela descartou, neste primeiro momento, efetuar mudanças em cargos estratégicos na pasta. Limitou-se a dizer que vai sentar e conversar primeiro com secretários e chefes de autarquias.

A nomeação da senadora para o ministério decorre de um acordo com o PT e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ela aceitasse ingressar na campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo.