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Na Bahia, se depender do PT, ACM Neto ‘não apagará ligação bolsonarista’

Apesar de liderar as pesquisas, representante do carlismo tem como ponto fraco a possível nacionalização da campanha

Por Caio Sartori Atualizado em 11 jun 2022, 08h24 - Publicado em 11 jun 2022, 07h00

Apesar de estar bem à frente nas pesquisas para o governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, um dos caciques do União Brasil, vai enfrentar uma campanha fortíssima do PT para minar sua candidatura. Um dos focos dos petistas locais, que têm como candidato à sucessão de Rui Costa o ainda desconhecido Jerônimo Rodrigues, será o de associar o representante do carlismo ao presidente Jair Bolsonaro (PL), espécie de cabo eleitoral às avessas nos estados do Nordeste. Hoje mais afastados, os dois chegaram a ser aliados nos últimos anos – mas Neto, agora, quer distância da polarização nacional. 

Como VEJA mostra na edição desta semana, os postulantes apoiados por Lula nos principais colégios eleitorais da região ainda patinam nas pesquisas, mesmo com o presidenciável varrendo o atual presidente nas sondagens para o Planalto. “ACM Neto tem uma boa imagem como ex-prefeito de Salvador e a memória do nome do avô (Antônio Carlos Magalhães) no interior, o que torna essa eleição mais difícil do que outras. Mas ele nunca fez nada pelo estado e, por mais que tente se esquivar, não vai apagar sua ligação bolsonarista, vamos explorar isso”, afirma um importante petista. 

O ponto fraco de Neto está mesmo na nacionalização da campanha. Até quando é apresentado como “independente”, posição em que se coloca hoje, ele perde força nas pesquisas. Jerônimo Rodrigues, por sua vez, dispara ao ser associado a Lula.

Outro obstáculo para a campanha do ex-prefeito é a robusta máquina petista em terras baianas, com mais de 300 prefeitos aliados nos 417 municípios e figurões como o governador Rui Costa e os senadores e ex-governadores Jaques Wagner e Otto Alencar, este último do PSD. A tropa será usada para defender o legado dos quatro mandatos – dois de Wagner e dois de Costa – tocados pelo grupo político no estado. 

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