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MP da Suíça quer ouvir Odebrecht e delatores no Brasil

Empresa é investigada em país europeu por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Promotores pedem cópia de documentos e oitiva de réus da Lava Jato

Por Da Redação - 24 jul 2015, 15h51

O Ministério Público da Suíça pediu autorização para realizar diligências no Brasil no âmbito da investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro que envolve a Odebrecht na Europa. As subsidiárias da construtora são suspeitas de usar contas no país para fazer pagamentos de propina a ex-executivos da Petrobras. O MP quer ouvir o extenso rol de investigados da Operação Lava Jato, inclusive cinco ex-executivos da Petrobras, entre eles dois delatores: Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, e Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços.

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As autoridades suíças também pedem cópia de documentos que “demonstrem o pagamento de valores entre as sociedades componentes do grupo Odebrecht e as empresas Smith&Nash Engineering Co. Inc., Arcadex Corp., Havinsur S/A, Golac Project and Construction Corp., Rodira Holdings Ltd e Sherkson”.

O pedido de cooperação jurídica da Suíça chegou ao Brasil via Ministério da Justiça, conforme informou o procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva, secretário de Cooperação Internacional em exercício da Procuradoria-Geral da República. Em ofício encaminhado ao procurador Daltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Lava Jato, o secretário da Cooperação Internacional descreveu a pauta das autoridades de Genebra.

Os promotores suíços querem ouvir Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Jorge Luiz Zelada, Renato Duque e Nestor Cerveró – os três últimos estão presos em Curitiba (PR), por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Além deles, os promotores querem ouvir também os “responsáveis financeiros” da Construtora Norberto Odebrecht, da Osel Odebrecht Serviços no Exterior Ltd, da Osel Angola DS-Odebrecht Serviços no Exterior Ltd e da CO Construtora Norberto Odebrecht Gustavo. Os suíços pedem para acompanhar as diligências no Brasil.

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(Com Estadão Conteúdo)

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