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Moro fará périplo político por redutos bolsonaristas em SP

Pelo menos quatro cidades estão no radar da pré-campanha - em todas Bolsonaro obteve mais de 60% dos votos no 1º turno de 2018

Por Laryssa Borges 8 jan 2022, 14h24

Depois de uma primeira incursão ao Nordeste na sexta-feira 7, o pré-candidato à Presidência pelo Podemos Sergio Moro pretende reservar parte da agenda de campanha em janeiro para discursar em redutos bolsonaristas no estado de São Paulo. O ex-juiz da Lava-Jato deve participar de atos políticos em Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Barretos, municípios onde Jair Bolsonaro obteve votação expressiva nas eleições de 2018, e fechar o mês, no dia 29, com um encontro de mulheres no estado.

A escolha das cidades faz parte da estratégia da campanha morista de tentar atrair parte do eleitorado do presidente e retirar pelo menos cinco pontos percentuais de intenções de voto hoje dadas ao ex-capitão. O percentual foi calculado por caciques do Podemos e é, segundo eles, o necessário para ele garantir uma vaga no segundo turno.

Em 2018, na cidade de Presidente Prudente, Bolsonaro teve 65,57% dos votos no primeiro turno contra 10,49% de Fernando Haddad (PT). Em Rio Preto, conquistou 63,92% dos votos. O segundo presidenciável mais votado no município foi Ciro Gomes (PDT), com 9,67%. Em Barretos, o atual presidente amealhou 60,68% dos votos no primeiro turno.

A agenda pelos redutos bolsonaristas está sendo organizada por um ex-apoiador do presidente, o deputado federal Junior Bozzella (PSL), que cogita também incluir o município de Bebedouro, onde Moro já recebeu convite para discursar, no périplo político de janeiro. Na cidade, Bolsonaro recebeu 63,89% dos votos contra 12,91% do então tucano Geraldo Alckmin em 2018.

Além de discursos para apoiadores, Sergio Moro deve participar de uma rodada de entrevistas a rádios nessas cidades. Na sexta 7, por exemplo, o pré-candidato utilizou os microfones de uma emissora da Paraíba para fazer duras críticas ao Supremo Tribunal federal (STF). A estratégia de imputar ao STF a soltura de corruptos – uma forma de amenizar o fato de ter sido considerado um juiz suspeito na Lava-Jato – foi revelado por VEJA em novembro. “Infelizmente, alguns tribunais, inclusive o STF, parte dele, têm anulado condenações, não dizendo, porque eles não conseguem, que as pessoas são inocentes. A anulação da condenação do ex-presidente Lula foi um baita erro Judiciário”, disse o ex-juiz em Campina Grande.

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