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Miriam Leitão lê nota da Globo ao vivo e vira assunto na internet

Resposta a Jair Bolsonaro, provavelmente ditada em ponto eletrônico, levou jornalista a falar pausadamente. Internautas ironizam

Ao final da sabatina com o candidato à Presidência Jair Bolsonaro, do PSL, nesta sexta-feira, 3, o Grupo Globo rebateu as afirmações do presidenciável de que, em editorial de 1984, Roberto Marinho, fundador do conglomerado, reconheceu que o jornal O Globo apoiou editorialmente o golpe militar de 1964 “identificado com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas”.

Enquanto Bolsonaro brincava, a seu estilo, com os entrevistadores depois da sabatina – ele disse, por exemplo, que teria dois ministros entre os jornalistas e daria um “abraço hétero” em Fernando Gabeira – a jornalista Miriam Leitão, mediadora da entrevista, passou a reproduzir ao vivo uma nota elaborada pelo Grupo Globo.

Ela afirmou que Bolsonaro deixou de citar um novo editorial, publicado pelo jornal em 2013, em que O Globo reconheceu que o apoio ao golpe “foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais no período, que decorreram desse desacerto original”.

O conteúdo, provavelmente ditado no ponto eletrônico usado pela apresentadora, no entanto, fez com que a fluidez da locução de Miriam destoasse do tom habitual das emissoras de televisão.

A fala da jornalista, repleta de pausas e com a voz trêmula em alguns momentos, virou assunto nas redes sociais. A maioria dos internautas ironizou Miriam Leitão, mas houve, no entanto, quem entendesse a situação e saísse em defesa dela:

Veja abaixo o que disse Miriam Leitão ao final da sabatina com Bolsonaro:

“Em relação às declarações do candidato Jair Bolsonaro sobre O Globo em 1964, o Grupo Globo emitiu a seguinte nota: ‘o candidato Jair Bolsonaro disse há pouco que Roberto Marinho, em editorial de 1984, afirmou que participava do que chamava de revolução de 64, identificado com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas. É fato, como todos os grandes jornais à época, com exceção do Última Hora. O Globo apoiou editorialmente o golpe com o objetivo reiterado de Roberto Marinho, 20 anos depois. O candidato Bolsonaro esqueceu-se, porém, de dizer que em 30 de agosto de 2013 O Globo publicou um editorial em que reconheceu que o apoio ao golpe de 64 foi um erro. Nele, o jornal disse não ter dúvidas de que o apoio pareceu, aos que dirigiam o jornal na época e viveram aquele momento, a atitude certa visando ao bem do país. E finaliza com essas palavras o editorial: ‘à luz da história, contudo, não há porque não reconhecer hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais no período, que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto e corre risco e ela só pode ser salva por si mesma’’. Uma boa noite e um bom fim de semana”.

Comentários

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  1. Eli dos Reis

    A Globo, na pressa de desmentir Bolsonaro, no final da sabatina, para não permitir ao mesmo condições de responder, praticou a mais deplorável atitude que um órgão de imprensa poderia praticar. Claro que a Globo apoiou os militares e claro que nenhuma afirmativa de que errou, na época, vai fazer a história retroceder. A opinião dos atuais administradores, simplesmente, não é a mesma dos antigos e melhores administradores. Ponto. Falei.

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  2. VERDE e AMARELO

    A coisa está cada vez mais louca, Bolsonaro depois de eleito, deveria cassar a licença dessa dessa organização criminosa.

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  3. Pacífico Guerra

    A Globo tentou zuar o Bolsonaro e se deu muito mal.

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  4. Ravi Maisuriya

    Notinha de 2013, bem depois da derrocada do comunismo, lembrando que 64 era o auge da URSS, com satélites para todos os lados, vale o mesmo que nota de 3 reais.

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  5. Carlos Gomes

    Pedir VAR depois do jogo, pode isto Arnaldo?

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  6. Fernando Mello

    Mais um pouco a Globo vai apoiar a proposta do PT: controle social da mídia.

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  7. Carlos Aurélio

    Será preciso abandonar imediatamente a tevê como instrumento de análise da política. As tevês têm verbas extraordinárias de governos e são facilmente manipuladas. A internet é o novo meio de comunicação, o mais democrático, sincero e objetivo espaço pra se compreender como os propineiros compram votos e se vendem. Além da verba colossal que as tevês recebem, alienando o eleitor/contribuinte/consumidor, temos o hábito de dedicarmos muito tempo à tevê diariamente, subjugados a qualquer análise fajuta.

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  8. O que esperar da Globo? Acompanhei esse momento do editorial de 2013, que foi amplamente criticado à esquerda e à direita. Veio, “por mera coincidência”, num momento em que todos acreditavam que a extrema esquerda havia se consolidado com Dilma, e Lula viria em seguida para assumir seu trono. Um oportunismo mesquinho de um ex-grande jornal que, hoje se sabe, vinha sendo aparelhado para repetir seu papel de “imprensa oficialista”. Lembro que no fogaréu das diskussões online, fui um dos poucos a reconhecer algum valor no editorial de 2013. Isso porque, ao final, ele estabelece que “quando uma democracia está em perigo, ninguém pode salvá-la a não se ela mesma”. E é isso que estamos fazendo. Salvando a nossa democracia de vigaristas oportunistas, inclusive da imprensa.

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  9. Chamaram o Roberto marinho numa sessão espírita para ele dizer isso em 2013 depois de seu falecimento?

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  10. sinesio gimene

    o que esperar de uma midia de marginais, aqui no brasio só existe um lado da midia, nao existe 2 opnioes, ou é fake news legalizado que a midia de marginais sempre coloca ou se nao forem o que eles querem é tratada como fake news assunto contrario a opinioes dos marginais na internet

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